3 de setembro de 2019

Por que os aspectos fiscais e tributários são considerados “vilões”

por José Donizete Valentina

Todo empreendedor quando planeja ou inicia seu empreendimento, sonha em poder atuar plenamente naquilo que é a atividade principal da sua empresa, uma vez que consideramos que ele fez essa escolha ou por julgar ser um empreendimento muito promissor e vantajoso, ou porque possui grande paixão por aquilo que pretende fazer.

Este releva muitas vezes quais serão as obrigações principais e acessórias as quais sua empresa estará subordinada perante a legislação fiscal e tributária brasileira, pois não faz sentido para ele gastar tempo em assuntos que não se traduzam no final das contas em vendas e captação de receitas para a empresa, sendo esse um grande equívoco que pode custar a continuidade do próprio negócio, gerando grandes passivos tributários, ou até inviabilizando a competitividade perante seus concorrentes.

Isso pode até ser muito chato, mas como tudo na vida, todas as coisas boas sempre vêm cercadas de muitas outras obrigações que, gostemos ou não, temos que cumprir e, principalmente, ficar atentos a elas. Quando o assunto é referente aos aspectos arrecadatórios, o governo brasileiro está entre os mais evoluídos tecnologicamente e possui uma eficiência arrecadatória de dar inveja a qualquer país considerado como superdesenvolvido. Ou seja, ter sucesso em um empreendimento é também ser capaz de efetuar o planejamento fiscal e tributário do seu negócio, projetar as diversas etapas que o negócio poderá passar desde seu início até a sua fase de amadurecimento, como também rever todos esses aspectos a cada etapa.

No entanto, muitas vezes esse exercício quando efetuado da forma correta, contando com a ajuda do contador e da assessoria jurídica, pode fazer com que a empresa busque enquadramentos menos onerosos, ou até se valer de legislações específicas e praticar a elisão fiscal, que é se beneficiar de vantagens fiscais e tributárias existentes na legislação. Devido a grande complexidade e burocratização desse assunto em nosso país, nem sempre essas oportunidades ficam visíveis e, ser capaz de enxergá-las, em um ambiente de mercado extremamente competitivo, pode fazer toda a diferença para o sucesso de uma empresa.

Por que os aspectos fiscais e tributários são considerados “vilões”?

 
Ser um empreendedor em nosso país pode ser comparado a ser um soldado que atua em uma zona de conflito, pois quando o assunto se refere ao nosso ambiente arrecadatório e fiscalizatório, com certeza quando este for comparado a qualquer outro empreendedor dos demais países do nosso planeta, principalmente os mais desenvolvidos, ele sempre estará alguns graus acima na escala de capacidade de adaptação e gestão empresarial, uma vez que é obrigado a atuar em um dos ambientes de maior complexidade fiscal e tributária do mundo, o que também acaba fazendo deles gestores muito mais preparados e resilientes.

Resumindo, ser empreendedor é possuir um conjunto de competências que permitam o sucesso do empreendimento e dentre elas estão também os aspectos legais do empreendimento, por isso busque se atualizar e se assessorar para ser um empreendedor de sucesso.

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  • José Donizete Valentina
    José Donizete Valentina

    Bacharel em Ciências Contábeis e Mestre em Educação pela PUC-Campinas. Empresário contábil, professor de pós- -graduação, palestrante e conferencista. Ocupa a cadeira de número 10 da Academia Paulista de Contabilidade. Especialista nas áreas Societária, Contábil, Fiscal/Tributária, Laudos Patrimoniais, Auditoria, Compliance e no desenvolvimento de novos negócios. Especialista em Liderança Contábil e Financeira pela Anderson University, Carolina do Sul (EUA).