31 de dezembro de 2019

A importância da avaliação para empresas e profissionais

por Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira

Avaliação é a função administrativa que, mediante a comparação com padrões previamente estabelecidos, procura medir e controlar o desempenho e o resultado das estratégias e ações, com a finalidade de realimentar com informações os tomadores de decisões, de forma que possam corrigir ou reforçar esse desempenho, para assegurar que os resultados estabelecidos pelos planejamentos efetuados sejam alcançados.

Portanto, a função avaliação – ou controle –, desde que adequadamente estruturada e aplicada facilita, em muito, o processo decisório e os resultados das empresas e das pessoas.

Com base nos sistemas de avaliação das instituições – empresas, faculdades etc. – e das pessoas – profissionais de empresas, estudantes etc. –, pode-se considerar que esses, possivelmente, passarão a ser cada vez melhor aceitos e evidenciando-se os seguintes aspectos:

  • As pessoas e as instituições aceitarão serem avaliadas para se conhecerem melhor e terem a possibilidade de estruturar programas de aprimoramento;
  • A questão anterior dará sustentação para que os sistemas de avaliação sejam otimizados;
  • Os sistemas de avaliação terão fortes participação e debates evolutivos de todos os envolvidos no processo;
  • Todos devem ser avaliadores e avaliados. Lembre-se de que o seu melhor amigo é o que fala o que pensa de você na cara; e
  • Os resultados das avaliações serão fundamentais para evolução das instituições e das pessoas.

Avaliação da empresa

 

Avaliação da empresa é o processo estruturado em que todos os fatores externos ou não controláveis pela empresa, em sua realidade atual e projetada futura, bem como todos os fatores internos ou controláveis, de forma sistêmica e sinérgica, são analisados e avaliados quanto aos possíveis resultados a serem apresentados.

O processo de avaliação de uma empresa não deve ser efetuado apenas para comprar, vender ou fazer associações diversas, mas também de forma periódica para se saber qual o valor da referida empresa; até porque esse processo consolida um repensar a respeito de alguns assuntos e atividades da empresa.

Na realidade, o processo de avaliação deve, idealmente, ser realizado numa situação de autoavaliação em tempo real e na tarefa, ou seja, o próprio executor e/ou decisor realiza a avaliação da atividade e/ou decisão no momento de sua realização, possibilitando que os ajustes possam ser feitos “aqui e agora” e, portanto, com os menores dispêndios possíveis.

Na prática, a avaliação de uma empresa deve ter a mesma amplitude e abordagem da análise de viabilidade de um projeto de empresa, em que se podem considerar sete componentes, a saber:

• análise do mercado (segmentações, produtos e serviços atuais e potenciais, participação de mercado atual e projetada, estágios do ciclo da vida de cada produto e serviço, evoluções e tendências do segmento);
• análise da tecnologia (inerente aos processos, aos produtos e serviços, e intensidade e velocidade da evolução tecnológica);
• análise da vantagem competitiva (a que o mercado quer “comprar”, a que os concorrentes apresentam, a que nossa empresa quer consolidar);
• análise e estabelecimento das estratégias (inovadoras, diferenciadas, com atratividade no mercado, uso de técnicas estratégicas e de cenários);
• análise e consolidação de forte modelo de administração (operacionalizando, com qualidade, todas as funções da administração);
• análise da logística e de outros processos; e
• estabelecimento e análise dos indicadores de avaliação, principalmente os indicadores econômico-financeiros.

Com referência aos condicionantes da análise de viabilidade de investimentos, você pode considerar quatro fatores, a saber:

• situação dos fatores externos ou não controláveis pela empresa (oportunidades, ameaças, cenários, interações com os pontos fortes e fracos);
• sinergia entre os produtos e serviços oferecidos nos segmentos de mercado;
• qualidade das negociações realizadas no processo de análise de investimento (estilos de atuação, capacitações, resultados alcançados); e
• capacitação profissional das esquipes de trabalho (conhecimentos, habilidades, atitudes, equipes multidisciplinares, liderança, comprometimento).

De qualquer forma, você deve considerar outras sugestões práticas quando do desenvolvimento e da implementação do processo de avaliação nas empresas:

• ter interação com o sistema de informações da empresa;
• consolidar o momento ideal da aplicação do processo de avaliação e controle;
• ter interligação estruturada entre os níveis de avaliação (estratégico, tático e operacional);
• ter consistência no processo de avaliação e controle;
• administrar as resistências ao processo de avaliação, as quais, ocorrem quando ela é considerada desnecessária ou de difícil aplicação, mas também pela “famosa” questão das pessoas gostarem de avaliar os outros, mas não aceitam ser avaliadas;
• adequar o sistema de avaliação à realidade da empresa;
• considerar a relação custos versus benefícios;
• ter otimizado nível de participação e de envolvimento por parte de todos os níveis hierárquicos da empresa; e
• ter adequado nível de conhecimento por parte dos envolvidos.

Avaliação de desempenho dos profissionais

 

Avaliação de desempenho dos profissionais é o processo estruturado, entendido e aceito pelas partes envolvidas – avaliadores e avaliados – quanto ao nível de capacitação, à forma de atuação e aos resultados alcançados em relação aos resultados esperados pela empresa.

Logicamente, cada pessoa deve aplicar esse processo quanto à sua realidade pessoal, pois isso representa a base de análise para uma evolução pessoal e profissional. As principais questões no processo aplicativo da avaliação de desempenho são:

• utilização de indicadores de avaliação adequados, motivadores e desafiadores;
• efetivação e respeito aos resultados apresentados, para que possa ocorrer uma melhora planejada; e
• interação entre o processo de avaliação de desempenho dos profissionais e o processo de avaliação dos resultados da empresa onde esses profissionais trabalham.

Embora essas três questões possam parecer evidentes, pode acreditar que muitas empresas não respeitam, e até não sabem, da existência delas.

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  • Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira
    Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira

    - Atuação profissional: Consultor de empresas, palestrante, professor universitário e autor de livros de administração focados, principalmente, em questões estratégicas e organizacionais das empresas. - Formação educacional e experiência profissional: Graduado, pós-graduado, mestre, doutor e livre-docente em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). Professor concursado de graduação e pós-graduação da referida faculdade, sendo o criador e docente das disciplinas “Consultoria empresarial”, “Reengenharia estratégica, organizacional e de processos” (mestrado e doutorado) e “Administração estratégica” (doutorado). Professor concursado de graduação e pós-graduação da Fundação Getulio Vargas (FGV), bem como professor dos cursos de pós-graduação da Fundação Vanzolini/Politécnica/USP, do CEAPOG/IMES (também exercendo a coordenação dos cursos), da FAAP e do MBA/IBMEC. Exerce suas atividades profissionais como consultor em planejamento estratégico, estrutura organizacional e sistema de informações gerenciais e como Diretor de PLANOS – Planejamento, Organização e Sistemas, tendo realizado serviços de consultoria e treinamento em, aproximadamente, 300 empresas – inclusive no exterior –, sempre junto a executivos focados em sua evolução profissional nas empresas e na aplicação dos modernos conceitos e práticas da administração.