25 de novembro de 2019

As 7 características fundamentais que todo gestor de patrimônio familiar precisa ter

por Juliano Pinheiro

Ser um gestor de patrimônio familiar requer muito conhecimento específico, discernimento, habilidades em alocar recursos e muita experiência. É um aprendizado constante e aperfeiçoamento que acontece com o passar dos anos, estudando e atuando na área de investimentos como gestor.

Dessa forma, tanto para quem almeja ser um profissional qualificado na área, quanto para quem deseja contratar um gestor eficaz, existem algumas características fundamentais que todo gestor de patrimônio familiar precisa ter. Assim, elenquei as 7 principais delas e conto para vocês abaixo:

1. Experiência em gestão de grandes fortunas

 

Tudo bem que ninguém começa em uma carreira já com experiência, mas quando se fala em administrar grandes fortunas é preciso, ao menos, ser experiente em gerir recursos de grandes clientes. Por exemplo, o profissional precisa conhecer as principais alternativas de investimentos, as melhores rentabilidades, os procedimentos legais para a alocação dos recursos. Além disto é necessário conhecer a realidade ou a necessidade das famílias que possuem um grande patrimônio, seja financeiro, empresarial ou imobiliário. Se o profissional está em início de carreira, é interessante que busque trabalhar em um family officer ou mesmo em bancos, onde possa contar com a mentoria de gestores experientes. A ideia aqui é enfatizar a necessidade de ter experiência para lidar com um volume grande de recursos, pois decisões erradas causadas pela inexperiência pode levar o cliente a perder muito dinheiro, deixando-o bem chateado e manchando a imagem do gestor.

2. Contatos com instituições financeiras no Brasil e no exterior

 

Essa característica é essencial para que os investimentos sejam alocados nas melhores instituições, tanto nacionais, quanto internacionais. Ter um bom relacionamento com os responsáveis por gerenciar os produtos financeiros do Brasil e do exterior garante a eficácia da gestão do patrimônio, uma vez que os riscos serão minimizados e os retornos terão maior rentabilidade. Conhecer bem as instituições financeiras e seus representantes é crucial para uma excelente parceria entre gestor e cliente dono de grandes fortunas. Vale destacar que é no exterior que, muitas vezes, são oferecidas oportunidades melhores de investimentos, de forma legal e segura. O que importa, na verdade, é a diversificação, um dos princípios básicos em investimentos.

3. Ter e saber passar confiança

 

Imagine que você tenha trabalhado uma vida inteira, seus pais tenham erguido um verdadeiro império, com muita luta, e seus filhos seguem a mesma trajetória. Sendo um profissional de sucesso, acabou acumulando um grande patrimônio, mas tem dificuldade em fazer sua gestão para garantir a perpetuidade da riqueza. Ao contratar um gestor, é muito importante que ele seja de confiança e que o deixe tranquilo em relação às aplicações financeiras. Porém, muitas vezes, o gestor não consegue passar essa confiança, ou por inexperiência, ou por falta de habilidades interpessoais, como por exemplo, paciência para explicar ao cliente como se dará a gestão.

4. Certificações reconhecidas internacionalmente e boa formação acadêmica

 

Apesar da atividade do gestor de patrimônio familiar ainda não está autorregulada no Brasil e, por isso, não haver a exigência de uma certificação para a atuação profissional, o gestor de grandes fortunas, na prática, precisa se certificar para ser reconhecido no mercado. Entre as principais certificações destacam-se a CFP, da Planejar, e o CEA, da ANBIMA. Além disso uma boa graduação e um MBA em instituições de primeira linha são essenciais para fortalecer os fundamentos do gestor. Já um Doutorado é o estado da arte!

5. Habilidade para tomar as melhores decisões nos momentos certos

 

Aqui, tratamos de uma característica que somente é adquirida pela experiência. E como o cliente não quer contar com a sorte na hora de entregar seu patrimônio nas mãos do gestor, as melhores decisões precisam ser tomadas de maneira consciente. Assim, um gestor eficaz é aquele que sabe tomar as melhores decisões nos momentos certos, com habilidade de investir ou desinvestir quando é preciso, sempre tendo como foco a minimização do risco e aumento da rentabilidade do cliente.

6. Aperfeiçoamento constante

 

Assim como a experiência é fundamental, o constante aperfeiçoamento é também importante para o gestor do patrimônio familiar. Estar atento às mudanças na legislação concernente ao planejamento familiar, estudar a relação risco e retorno dos investimentos, pesquisar novas alternativas nacionais e internacionais devem fazer parte da rotina profissional.

7. Organização e excelência em planejamento

 

E por fim, o gestor do patrimônio familiar precisa ser organizado e executar um excelente planejamento patrimonial. Planejar significa entender quais os tipos de ativos que compõem o patrimônio e suas intenções de curto, médio e longo prazo; qual é a situação fiscal desses ativos e de seus detentores. A excelência em planejamento também contempla a compreensão sobre os custos fiscais e financeiros aplicáveis, bem como as alternativas e riscos.

Com relação ao planejamento patrimonial, no próximo texto falarei com mais detalhes o que é e quais são suas etapas. Por hora, fica o recado para você, que está se desenvolvendo profissionalmente para se tornar um gestor de patrimônio familiar ou para quem precisa desse importante profissional. Dúvidas, estou a disposição.

Até logo!

Fonte: Linkedin

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  • Juliano Pinheiro
    Juliano Pinheiro

    Juliano Lima Pinheiro É Doutor e Mestre em investimentos e mercado de capitais, professor e palestrante. Ao longo de mais de 30 anos de uma trajetória profissional abrangente, Juliano Pinheiro passou pela vivência prática como executivo em instituições financeiras e gestoras de investimento, como conselheiro em instituições representativas de mercado como Anbima e Apimec, e também pela área de ensino e pesquisa acadêmica atuando em cursos de MBA, doutorado, mestrado e graduação do Ibmec, FDC, PUC e UFMG. De 2007 a 2018, montou e foi o Diretor de Gestão da Fiere Investimentos, uma Gestora de Recursos, gerindo fundos de investimento e administrando carteiras para clientes. Detentor da Medalha Economista Paulo Camilo de Oliveira Pena em 2013, Juliano é referência na área de Mercado Financeiro e Mercado de Capitais. Atualmente é Vice Presidente Executivo do IBEF-MG, leciona na UFMG nos cursos de graduação e pós-graduação do Departamento de Ciências Contábeis e realiza palestras por todo o Brasil.