24 de novembro de 2020

Como formar futuros líderes conscientes?

por Roberto Madruga

Desenvolver uma boa liderança é fundamental para o sucesso das empresas. Ainda hoje, muitos profissionais deixam as organizações por falta de líderes conscientes e inspiradores. Ou seja, o crescimento do negócio depende, de maneira direta, da gestão de pessoas.

Além disso, a mudança no mercado de trabalho, com atividades cada vez mais automatizadas, bem como tarefas que exigem maior conhecimento, intelecto, coordenação e criatividade, faz com que a liderança efetiva seja mais necessária.

Por isso, é preciso pensar em como formar futuros líderes conscientes – e isso vale para todas as empresas. Desde as grandes multinacionais, até um fabricante de chaveiro de carros antigos.

Abaixo, separamos algumas dicas que podem ajudar na formação de lideranças para esse novo mercado. Acompanhe a leitura!

1 – Tenha uma consciência sustentável

 
Quando falamos em consciência sustentável, nos referimos à compreensão dos aspectos que vão além da cultura organizacional de uma empresa, mas que também envolvem as questões sociais, ambientais e os impactos nas pessoas, economia e meio ambiente.

Diante disso, temos a chamada “liderança sustentável”, que nada mais é que a aplicação desse sistema consciente de olhar para todas as direções e, desse modo, poder afetar as pessoas ao seu redor.

Ou seja, uma líder sustentável vista transformar outros indivíduos, despertando a consciência sustentável e, com isso, transformando as organizações e as empresas.

2 – Desenvolva a competência técnica e comportamental

 
Um dos conhecimentos principais que um líder deve ter é a respeito do perfil comportamental.

Afinal de contas, cada um de nós possui certos tipos de comportamentos, baseados em nossas vivências, experiências, costumes, etc.

Sabendo sobre o perfil comportamental, o líder desenvolve mais empatia com os colaboradores e, além disso, consegue atingir de forma personalizada cada pessoa.

Outra vantagem é que, a partir do perfil comportamental, o líder pode orientar qual função corresponde melhor aos comportamentos do indivíduo.

Por exemplo, na produção de um biquíni de crochê branco, percebe-se que um(a) colaborador(a) é melhor com detalhes, tem mais paciência.

Portanto, ele(a) pode ser um(a) bom funcionário(a) para o acabamento e finalização dos vestuários.

Além disso, vale dizer que o líder consciente preza pelo desenvolvimento do indivíduo, de acordo com seu nível de maturidade, nas funções que lhe são atribuídas.

Ou seja, pode ser que um técnico de manutenção de elevadores, por exemplo, tenha um grande conhecimento nesse tipo de serviço, mas não tanto quanto o seu ajudante. Por isso, é dever do líder conduzir como será o trabalho em cada uma das funções atribuídas.

Desse modo, tendo em mente o nível de maturidade técnica e comportamental dos talentos da empresa, o líder saberá como direcionar de forma adequada os colaboradores, para que eles possam crescer mais rápido e contribuir para o sucesso do negócio.

3 – Demonstre ética e senso de segurança

 
O líder deve demonstrar ética em suas atitudes, bem como um alto senso de segurança. Juntos, esses atributos ajudam na criação de um ambiente de trabalho mais confiável, o que afeta diretamente a produtividade dos funcionários.

Isso deve ser repassado até nos exames admissionais para entrar na empresa. Os líderes precisam mostrar aos seus colaboradores a importância desses exames, como parte não só da política da empresa, mas também para o bem-estar de todos.

Diante disso, verifica-se que um bom líder possui:

  • Valores de justiça;
  • Comunicação clara;
  • Respeito às diferenças;
  • Consciência de seus atos.

Esses comportamentos são fundamentais para a promoção de um ambiente seguro, onde os funcionários podem relaxar e, assim, invocar maior capacidade para socialização, inovação, criação e ambição.

Para formar o senso de segurança dos líderes, é preciso reconhecer e neutralizar os resultados ruins, bem como perceber a origem desses erros. Mas é importante adotar uma linguagem pacífica.

Por exemplo, em uma loja de sorvete gourmet, com um índice muito bom de vendas, percebeu-se que na execução de um projeto de marketing os resultados não foram os esperados.

Se isso ocorrer, um bom líder pergunta o que houve, sem culpabilizar os colaboradores, para identificar quais foram os problemas e saná-los.

4 – Tenha um retorno (feedback)

 
Não existe gestão de pessoas, nem se formam bons líderes, sem um processo adequado para feedback do trabalho desenvolvido por eles.

Se na produção de um piso laminado branco, o líder se destacou para o aumento da produtividade da fábrica, ele precisa saber disso.

Portanto, é necessário uma abertura para o diálogo dentro da empresa, em que os funcionários possam dar um retorno.

Por meio disso, os líderes podem saber se estão executando realmente uma boa liderança, ou se há pontos que precisam de melhorias.

5 – Tenha disponibilidade para aprender mais

 
Quando se avalia o perfil de bons líderes, há duas características similares em todos eles: a sede por conhecimento e a disponibilidade para aprender mais. Esses são fatores fundamentais para a formação de liderança.

Afinal de contas, o líder será responsável pelo gerenciamento de toda a equipe. Sendo assim, se ele trabalha em uma empresa de exaustor eólico industrial, deve compreender as técnicas de operação, além de estar disposto a conhecer mais sobre os colaboradores.

Além do mais, importante destacar que o programa de formação de lideranças é feito a longo prazo, considerando as mudanças no mercado de trabalho, as especificações de cada negócio e o desenvolvimento de novas habilidades.

6 – Esteja alinhado com os objetivos da empresa

 
Para que um programa de treinamento em liderança funcione, de fato, ele precisa estar alinhado com os objetivos estratégicos da empresa.

Apesar de parecer algo óbvio, muitos responsáveis pela gestão de pessoas acabam se esquecendo disso.

O ideal, nesse sentido, é não aderir aos modismos, ao contrário, considerar os reais interesses e necessidades de cada negócio. Vale dizer que todos os funcionários também devem estar alinhados com a cultura empresarial.

7 – Desenvolva habilidades interpessoais

 
Você já parou para pensar qual é a maior tarefa de um líder?

Mais do que propiciar um ambiente organizacional seguro e agradável, os líderes lidam com pessoas. Por esse motivo, é extremamente necessário o desenvolvimento de habilidades interpessoais.

Na rotina de uma empresa, percebe-se que muitos conflitos ocorreram pela falta ou falha de comunicação. Problemas internos que podem ser resolvidos com um diálogo franco, transparente e objetivo.

Além disso, as habilidades interpessoais também se referem ao desenvolvimento de empatia. Os líderes precisam se colocar no lugar das outras pessoas, para compreender melhor as suas demandas e necessidades.

Não é à toa que muitos programas de liderança possuem exercícios específicos para a prática da empatia, onde os participantes precisam trocar de lugar com subordinados para experienciar de perto o que ocorre no dia a dia das empresas.

8 – Desenvolva habilidades conceituais

 
Além da interpessoalidade, os líderes também precisam incrementar seus conhecimentos acerca do que é conceitual, principalmente quanto às aptidões humanas.

Nesse quesito, a lista é bem extensa. Porém, o que precisamos ter em mente é que a liderança precisa compreender melhor todos os processos dentro de cada negócio.

Um dos maiores erros é acreditar que somente a habilidade de avaliar riscos e ter uma boa interpretação dos dados são aptidões suficientes para a formação de líderes.

9 – Tenha autocrítica

 
Desenvolver a consciência para ser um bom líder depende da identificação também das suas próprias qualidades, limitações e desconhecimentos.

Quer dizer que, na formação de lideranças, os participantes precisam perceber o que rege a sua autoconsciência e o ego. É importante abrir a mente para estimular reflexões a respeito da vida, do trabalho e da empresa.

Quando um líder faz uma autocrítica, percebe os pontos que precisa melhorar enquanto ser humano, é possível impactar diretamente os subordinados, uma vez que se gerencia melhor as emoções, os sentimentos, entre outros aspectos, elevando o espírito cooperativo.

Além disso, pode-se ter mais assertividade no cumprimento de metas, com a identificação de estratégias potencializadoras para o negócio.

Vale dizer que, não há como dissociar o profissional do pessoal. Quando nossa própria vida não vai bem, a tendência é ter reflexos disso no trabalho.

Portanto, na formação de líderes, é preciso conhecer programas mentais de autocrítica, para que as decisões possam ser mais racionais, íntegras e centradas nos valores da empresa.

FONTE: CONQUIST

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  • Roberto Madruga
    Roberto Madruga

    Referência nacional como Consultor, Coach, Palestrante e Escritor premiado, reconhecido por sua multidisciplinaridade, experiência prática e criação de métodos estruturados com foco em resultados. Mestre em Gestão Empresarial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduado em Educação, Pós-graduado em Gestão de Recursos Humanos, Pós-graduado em Gestão Estratégica e Qualidade, Master em Programação Neurolinguística – PNL pela International Association of NLP Institutes, Coach Executivo e Coach de Carreira certificado pela ICI – International Association of Coaching Institute. Professor dos MBAs da FGV, PUC, UFRJ e IBMEC. Diretor de Consultoria e Educacional da ConQuist com projetos desenvolvidos para mais de 200 empresas no Brasil e exterior. Conheça melhor o autor: www.conquist.com.br/roberto-madruga