18 de maio de 2020

Comunicação não violenta: como usar?

por Douglas De Matteu

Somos seres sociais e, como tal, nos comunicamos para expressar nossas opiniões e necessidades, assim como queremos ser ouvidos e entendidos. Também por isso sabemos que muitas vezes a maneira como essa interação acontece pode dar margem a mal-entendidos e conflitos. Como conseguir transmitir nossas ideias de forma eficaz e assertiva, evitando comportamentos desfavoráveis? Como realizar a comunicação não violenta? Se essa é a sua dúvida, acompanhe o artigo a seguir!

O que é a comunicação não violenta?

 
Trata-se de uma abordagem de comunicação que se refere à capacidade de ouvir com atenção, falar com consciência, exercendo a empatia e privilegiando os relacionamentos.

Esse conceito surgiu com o psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg, que nos anos 1960 começou a trabalhar em universidades que estavam abandonando a segregação racial. Ele buscava aprimorar o entendimento em técnicas de comunicação em práticas de arbitragem, desenvolvendo, então, essa metodologia.

Ela consiste em atentar-se à maneira como a linguagem é praticada, afastando julgamentos e dando preferência à empatia e à assertividade.

Na prática, ocorre uma reformulação das competências comunicacionais – como se fala e como se ouve –, por meio de uma escuta ativa e consciente.

Como funciona?

 
Essa técnica de comunicação está fundada em quatro pilares, que precisam estar presentes em cada interação. São eles:

Observação: nesse momento, é importante se concentrar em observar o fato que está ocorrendo. O que mensagem passa está fundamentado na realidade? O que esse contexto traz de novo, de interessante, de agregador? Essa observação deve ser feita sem julgamento, mas com atenção, com interesse, de maneira neutra.

Sentimentos: aqui o objetivo é identificar os sentimentos que a mensagem nos desperta. É essencial saber nomear essa emoção – medo, raiva, frustração, alegria, satisfação –, separando-a dos pensamentos. Afinal, para lidar com um sentimento é preciso identificá-lo corretamente.

Necessidades: reconhecendo e identificando os sentimentos, agora é hora de perceber qual necessidade está ligada a ele. Cada mensagem, atitude, ato de comunicação tem em si uma necessidade, e quando esta é satisfeita, a comunicação tende a ser mais positiva. Da mesma maneira, quando alguma necessidade está pendente, é bem possível que essa insatisfação seja expressa com uma linguagem ríspida, seca ou sarcástica.

Pedido: sabendo o que foi observado, identificados os sentimentos e percebidas as necessidades, é feito então, de maneira clara, um pedido. Ao ser expresso com clareza e baseado nos passos anteriores, esse pedido não soa como exigência, mas como uma solicitação genuína para a satisfação de uma necessidade.

Quer um exemplo? Suponhamos que um gestor tenha recebido um relatório, que foi produzido por um colaborador de maneira incorreta pela terceira vez.

Este gestor pode dizer “Você fez o relatório errado, como sempre!”, e ser visto como uma pessoa que trata mal sua equipe, ainda que ele esteja com a razão.

Porém, se ele se comunicar de forma não violenta, ele o fará da seguinte maneira:

“Quando você me entrega um relatório que difere dos pontos combinados anteriormente (observação), eu me sinto desencorajado (sentimento), pois a atenção aos combinados me mostra seu comprometimento com o projeto (necessidade). Da próxima vez você poderia ater-se aos pontos do projeto (pedido)? Caso precise, peça minha ajuda, estou à disposição”.

Percebeu a diferença?

É possível utilizar a comunicação não violenta em todo tipo de relacionamento e em qualquer âmbito social. Aprimorar as habilidades de comunicação pode levar você a um novo patamar nas relações interpessoais. Conhecendo essa metodologia, comece já a praticar: você só tem a ganhar! E lembre-se tudo começa com a intenção verdadeira de uma comunicação não violenta.

FONTE: IA PERFORMA

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  • Douglas De Matteu
    Douglas De Matteu

    CEO do IAPerforma – Instituto de Alta Performance Humana. Atuante nas áreas de Administração, Marketing, Comercial e Desenvolvimento Humano/Coaching com foco em treinamentos in company, palestras e Coaching. É docente convidado pela Florida Christian University com experiências internacionais (EUA/Japão), também leciona na Fatec de Mogi das Cruzes e em cursos de pós-graduação. Doutor em “Business Administration Ph.D.” e Mestre da “Arts in Coaching”pela FCU – Florida Christian University nos EUA Mestre em Semiótica, Tecnologias da Informação e Educação pela UBC Possui Três Pós graduações: Marketing, EAD – Educação a Distância e Gestão de Pessoas com Coaching. É bacharel em Administração de Empresas e Formado no curso Superior de Formação Específica em Marketing e Promoção de Vendas pela UMC. Professional Coach, Business and Executive Coaching e Master Coach com reconhecimento internacional pela International Association of Coaching Institutes, European Coaching Association. Master Coach Sistêmico pelo Metaforum com reconhecimento internacional pelo ICI (International Association of Coaching Institutes), ECA (European Coaching Association), com Bernd Isert e Sabine Klenke (Alemanha). Coach com Certificação Internacional de Coaching, Mentoring & Holomentoring – ISOR® SOAR Global Institute – SOAR HDT Advanced Certification Program; Coaching Ericksoniano com Jeffrey K. Zeig, Ph.D. Fundador e Diretor da Milton H. Erickson Foundation; Head Trainer – Treinador Comportamental – IFT. Constelador Familiar pelo Metaforum Internacional – Alemanha Membro Sociedade Portuguesa de Coaching Profissional na categoria COACH PROFISSIONAL SÉNIOR Membro do Grupo de Excelência em Gestão de Instituições de Ensino Superior – GEGIES do CRASP. Membro do Grupo de Excelência em Coaching – GEC do CRASP. Possui dupla nacionalidade Brasileira e Portuguesa. Autor do Livro: Acelere o seu sucesso pessoal e profissional.