25 de junho de 2020

O coronavírus está mudando a rotina nas empresas

por Sandra R. Turchi

Estamos acompanhando afoitos as informações que chegam a todo momento sobre a transmissão do novo coronavírus, o covid-19. As autoridades brasileiras se anteciparam e adotaram algumas medidas para tentar conter o surto, bem como, muitas empresas dispensaram seus funcionários e adotaram o trabalho home office. Essa é uma medida muito eficaz, claro, para as empresas que dispõem desse recurso. A tecnologia tem contribuído e muito nesse momento. Centenas de empresas continuam com suas operações com os funcionários trabalhando remotamente, isso já alivia boa parte das preocupações. Com escolas fechadas, os pais podem ficar em casa trabalhando e de olho nos filhos.

Essa nova configuração que estamos sendo forçados a adotar vai levar, inevitavelmente, para um caminho onde muitas empresas deverão enxergar que o trabalho remoto é mais uma opção e, por que não, uma saída? A disseminação do vírus obriga as organizações a repensarem a maneira de trabalho para proteger a saúde do colaborador. As empresas que já tinham adotado essa prática do home office conseguem um caminho mais fácil para adaptar o trabalho e continuar oferecendo o serviço.

É importante que durante esse período haja um senso de comprometimento do trabalhador, assim, é possível que a empresa possa estender esse período enquanto for necessário. Nesse momento, é importante que líderes pensem na otimização do trabalho e crie uma rotina para os profissionais, com tarefas bem definidas e reuniões periódicas para avaliar o andamento das atividades. Os líderes que estão colocando o home office em prática precisam ter em mente a necessidade de respeitar o tempo de cada colaborador, sem que haja uma cobrança excessiva e sem entupir a caixa de e-mails ou enviar dezenas de mensagens via WhatsApp ao longo do dia. Para facilitar o contato sem estresse, crie rotinas de comunicação.

Pelo mundo todo multinacionais, principalmente, da área da tecnologia fecharam os escritórios. Apple, Facebook, Microsoft, IBM, são algumas delas. Aqui no Brasil, o governo do Estado de São Paulo, inicialmente, fechou escolas. A medida anunciada já gerou uma rede de solidariedade tecnológica. Algumas empresas se propuseram a oferecer aplicativos e tecnologia suficientes para que os alunos não fiquem ociosos nesse tempo, podendo fazer as lições e acompanhando o conteúdo de casa com o auxílio dos pais. O aplicativo está em fase de teste e as crianças e adolescentes poderão acessá-lo sem custo: o governo prometeu custear o acesso dos jovens. Essa acaba sendo uma oportunidade para que as escolas criem alunos mais conectados com uma plataforma educativa.

Talvez, seja a hora de repensar a educação inserindo ainda mais a tecnologia na rotina dos estudantes, para que possam tirar proveito por meio de aplicativos, utilizando smartphones e computadores. O ensino a distância é um modelo que tem dado certo, esse pode ser um exemplo para utilizarmos em um futuro próximo, não para reduzir a presença do estudante na escola, mas sim como um complemento ao ensino.

Tudo isso só é possível graças ao acesso à tecnologia. Há mais ou menos dez anos, quando houve o surto de H1N1, muitas pessoas se contaminaram. Naquela época, o trabalho remoto era restrito e o acesso a aplicativos não existia, o mundo vivia outra era da tecnologia. Neste momento de incerteza, o melhor remédio é prevenir, por isso, as medidas adotadas por muitas empresas são para comemorar.

A internet, as chamadas por videoconferência, o armazenamento em nuvem, as mensagens via WhatsApp, são ferramentas que estão ao nosso alcance e que facilitam o trabalho remoto. Esse período, sem dúvidas, vai promover uma mudança de paradigmas. A maneira como organizações estão lidando com os fatos e reagindo a tudo isso irá contribuir com a construção de um novo futuro para as organizações.

FONTE: SANDRA TURCHI

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  • Sandra R. Turchi
    Sandra R. Turchi

    É sócia-fundadora da Digitalents, empresa de Consultoria, Treinamentos e Talentos (hunting, coaching e outsourcing) focada no universo digital. Administradora de empresas formada pela FEA-USP, pós-graduada pela FGV-EAESP e MBA pela Business School SP e Toronto University. Também cursou empreendedorismo na Babson College. Foi executiva de marketing por mais de 20 anos nos setores de Varejo, Financeiro, Educacional e de Serviços em empresas como Lojas Arapuã, Grupo Zogbi, Finasa-Bradesco, FGV, Associação Comercial de SP e Boa Vista Serviços. Eleita um dos professores de marketing mais influentes nas mídias sociais no mundo pela revista SM Magazine. Leciona nos MBAs em Marketing Digital da FGV, FIA, Saint Paul, entre outras instituições. Coordenadora dos cursos de extensão em Marketing Digital e Mídias Sociais na ESPM-SP desde 2008. Articulista de diversos veículos, como revistas e portais, no Brasil e na Europa.