15 de abril de 2021

A importância das diferenças individuais no comportamento organizacional

por Idalberto Chiavenato

Se todas as pessoas fossem iguais, a tarefa da Administração seria extremamente simples e fácil. As organizações poderiam ser padronizadas com extrema facilidade. Como é impossível varrer do mapa a diversidade e a diferenciação entre as pessoas, as organizações que desejam alcançar sucesso precisam tentar capitalizar todas as diferenças individuais de seus parceiros de modo a aproveitar essa riqueza de variedade e, com isso, aumentar sua competitividade.

A diversidade – como visto anteriormente – é uma nova constante nas organizações. Ela se assenta nas diferenças individuais entre as pessoas. E ela precisa ser bem administrada. Para tanto, duas falácias precisam ser evitadas. A primeira é a falácia da imagem do espelho. É a velha crença de que todas as pessoas são basicamente semelhantes. A frase “todas elas se parecem comigo” define bem essa crença. Isso facilita a compreensão do mundo.

Se um gerente acredita que todas as pessoas compartilham de suas habilidades, interesses, crenças e valores, ele toma isso como referência na tarefa de organizar as pessoas e incentivá-las a buscar um objetivo comum, esquecendo-se de que elas são diferentes. A segunda falácia é o uso de estereótipos preconceituosos sobre as pessoas com base em sexo ou grupos raciais, étnicos ou etários.

Cada pessoa é uma pessoa e cada grupo é um grupo. O gerente que não se atentar para essas diferenças vai certamente prejudicar sua organização, seus parceiros e sua própria carreira.

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  • Idalberto Chiavenato
    Idalberto Chiavenato

    Idalberto Chiavenato é Doutor (PhD) e Mestre (MBA) em Administração pela City University of Los Angeles-CA, EUA, especialista em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, graduado em Filosofia/Pedagogia, com especialização em Psicologia Educacional pela USP e em Direito pela Universidade Mackenzie. É professor honorário de várias universidades do exterior e renomado palestrante ao redor do mundo. É autor de mais de 30 livros das áreas de Administração, Recursos Humanos, Estratégia Organizacional, Comportamento Organizacional publicados no Brasil e no exterior. É fundador e presidente do Instituto Chiavenato, conselheiro do CRA-SP e membro vitalício da Academia Brasileira de Ciências da Administração onde ocupa a cadeira nº 47. Recebeu dois títulos de Doutor Honoris Causa por universidades latino-americanas e a Comenda de Recursos Humanos pela ABRH-Nacional.