7 de março de 2018

A importância da diversidade nas organizações: foco em processos seletivos

por Patricia Itala Ferreira

Duas palavras que tenho ouvido com uma frequência cada vez maior são diversidade e inclusão. Diversidade nas organizações é ter um conjunto de trabalhadores com qualidades diferentes, pertencentes a grupos culturais também diversos. A diversidade abrange aspectos como gênero, origem, etnia, estado civil, religião, idade, deficiência física e tantos outros que destacam grupos distintos de pessoas.

Falar em diversidade é falar em inclusão. Embora o termo inclusão seja utilizado em diferentes contextos, de forma geral diz respeito à inserção social de pessoas que experimentam algum tipo de rejeição na escola, no mundo do trabalho, ou em qualquer espaço social em razão de condição socioeconômica, gênero, etnia, não domínio de tecnologia, ou por ter algum tipo de deficiência, por exemplo.

A diversidade no mundo do trabalho começou a ser objeto de estudo na década de 50 e passou a ser considerada um fator importante para a composição da força de trabalho. Tanto que houve uma tendência para a criação de leis para proteger os cidadãos contra discriminação no ambiente de trabalho.

Gostaria de dizer que o mundo do trabalho é inclusivo e diverso, mas não o é. Acho que todos já sofreram algum tipo de preconceito por conta da altura, peso, cor da pele, tipo de cabelo, por possuir piercing, tatuagem, pela idade (ou jovem demais ou velho demais), pela orientação sexual, enfim, são tantos os preconceitos que seriam necessárias várias páginas apenas para enumerá-los. A boa notícia é que isso parece estar mudando. Existem organizações – de diversos portes e segmentos – em que a aparência da pessoa, sua opção sexual, idade, peso, altura, cor, entre outros fatores, não são relevantes.

A importância da diversidade nas organizações: foco em processos seletivos

 
Já é possível encontrar também organizações que querem ter a diversidade, que é característica da população brasileira, espelhada em sua força de trabalho. Vou até além… Existem ainda organizações em que esses aspectos físicos e/ou voltados a opções de vida não são mais relevantes, ou seja, deixam de ser considerados em prol dos conhecimentos, habilidades, atitudes e experiência que são, de fato, os itens essenciais e que merecem ser avaliados. Esse seria o mundo ideal, na minha opinião.

Talvez muitos de vocês devam estar se questionando por que o título do artigo, “A importância da diversidade nas organizações: foco em processos seletivos”, até agora não foi explicado. Sempre me direcionam perguntas como: “Preciso tirar a barba para participar de uma entrevista?”; “Meu cabelo é encaracolado. Devo fazer uma escova para participar de uma dinâmica?”; “Uso tatuagem. É melhor esconder no processo seletivo?”; “Tenho 30 anos. Será que vão me achar muito velho para a vaga?”. Sempre respondo de forma mais ou menos semelhante e vou dar como exemplo a resposta sobre a tatuagem.

Saiba a importância da diversidade nas organizações

Foto: Istock/Getty Images

Eu pergunto: “O quanto a tatuagem é importante para você? O quanto ela faz parte do seu estilo de vida?”. Se a pessoa responde que é muito importante, eu questiono se vale a pena trabalhar em uma empresa que não aceita um aspecto que lhe é tão caro e se não é melhor procurar empresas que não se incomodam ou não lhe avaliam por você ter uma tatuagem. E eu realmente penso assim. Sei que o mercado de trabalho não está fácil, porém sei o custo de você trabalhar em um local que não lhe aceita e não acolhe suas opções.

Enfim, só posso terminar este artigo com a esperança de um mundo do trabalho, de fato, mais inclusivo e diverso. Quem sabe alguém que está lendo o artigo não pode ajudar nessa mudança de mentalidade, não é mesmo?

Ah… e por falar em processos seletivos, meu livro Atração e seleção de talentos traz informações relevantes tanto para os profissionais que atuam com recrutamento e seleção como para os candidatos. E o livro Gestão por competências apresenta, em detalhes, a seleção por competências. Vale a leitura!

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  • Patricia Itala Ferreira
    Patricia Itala Ferreira

    Concluiu em 1993 a graduação em Psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e, posteriormente, em 1997, tornou-se Mestre em Administração de Empresas pela mesma universidade. Há mais de 20 anos atua em projetos de consultoria em gestão de pessoas e educação corporativa. É professora da PUC-Rio, em cursos de graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial e a distância. É também tutora da FGV Online e da pós-graduação em Gestão da Educação a Distância na UFF e da pós graduação em educação empreendedora, uma parceria do Departamento de Educação da PUC Rio com o SEBRAE. Autora dos livros Clima organizacional e qualidade de vida no trabalho (GEN | LTC, 2013), Atração e seleção de talentos (GEN | LTC, 2014), Gestão por competências (GEN | LTC, 2015) e Comunicação Empresarial (Atlas, 2016), em parceria com Gustavo Malheiros e do curso online Psicologia Aplicada à Administração (GEN | Atlas, 2018). Finalista do Prêmio Ser Humano da ABRH 2014 e ganhadora da premiação em 2015 e 2016 na categoria trabalhos acadêmicos.