1 de abril de 2019

Indicadores sociais e ambientais da Geração e Comercialização de Energia

por GEN.N&G

Os indicadores da Geração e Comercialização de Energia (GCE) procuram, por exemplo, identificar as métricas relativas ao:

• Impacto do empreendimento sobre o ambiente da região afetada, ou seja, indicadores ambientais;
• Desempenho intraorganizacional na forma de indicadores de desempenho global.

Indicadores sociais e ambientais da Geração e Comercialização de Energia

 
Os indicadores ambientais, no caso da Geração e Comercialização de Energia (GCE), visam avaliar o impacto do empreendimento sobre o ambiente da região afetada, por meio  da compreensão da ação impactante e do meio afetado, e da obtenção de dados, análise e interpretação de seus resultados. Os componentes ou fatores que entram em uma análise de impactos podem ser classificados em fixos (condições hidrológicas, topográficas, meteorológicas etc.), que em larga escala não podem ser modificados pela ação antrópica, e variáveis (localização, escala, ações do homem, época, reações do meio etc.), que, pelo contrário, sofrem alterações segundo nossas decisões ou reagindo às pressões causadas por elas.

Para mensuração dos efeitos da intervenção no meio ambiente, podem-se adotar métricas qualitativas e quantitativas. A forma qualitativa, em que se examina o ambiente e revisam-se as características do projeto relativo ao empreendimento a ser realizado, procura identificar a áreas sensíveis e críticas à ação prevista. É quando se qualificam os resultados da ação, tais como formação de locais de degradação ambiental, perdas de setores primitivos, alterações nos tipos de ocupações agrícolas, atividades extrativas e mineração, interferências em sistemas urbanos e outros.

Já na forma quantitativa, medem-se valores e índices dos elementos que compõem o ambiente. Essas mensurações destinam-se a conhecer a escala dos impactos sobre os fatores antes qualificados e, dependendo das disponibilidades de informações em situações análogas, permitem antecipar quais os valores e em que medida sofrerão alterações devido à implementação do empreendimento pretendido.

Os indicadores ambientais, no caso da GCE, procuram refletir as regiões ocupadas pelo contingente humano no local afetado, bem como os meios aquático e terrestre atingidos pelos reservatórios da barragem produzida pelo empreendimento. Dessa forma, foram estabelecidos indicadores relativos aos fatores físicos – topologia hidrologia (águas), geofísicos (terras), climáticos (atmosfera) e afins – e às condições biológicas (flora e fauna).

Foram implementados, ainda, indicadores inerentes aos aspectos antrópicos (fatores sociais, econômicos, culturais, de saúde e saneamento). Tais indicadores visam identificar as pressões geradas pelo empreendimento sobre o meio ambiente, bem como a eficácia do projeto para transformar recursos naturais, atendendo ao objetivo almejado pelo empreendimento. Visam, ainda, identificar os impactos econômicos e sociais, com as respectivas medidas de ajustes de comportamento, para suprir as necessidades de saúde, habitação, entre outras.

Como métricas sociais, foram aferidos: densidade populacional (urbana e rural); distribuição populacional (idade; sexo; grupos étnicos; nível educacional; e tamanho familiar); e processos migratórios (taxas de ingressos; taxas de egressos; tendências sazonais; e motivações). Já como indicadores voltados aos aspectos econômicos, foram estabelecidas, basicamente, métricas relacionadas aos serviços de infraestrutura (trânsito e circulação; transporte público; ligações rodoferroviárias; linhas de navegação; correio; praças e jardins; escolas; iluminação; coleta de lixo; e demais serviços públicos municipais).

Como indicadores econômicos, estabeleceram-se: padrões ocupacionais (força de trabalho; taxas de emprego; e oferta de trabalho); padrões de vida (níveis salariais; renda familiar; capacidade de endividamento e de poupança); perfil patrimonial (tamanho das propriedades; produção por área; tendências fundiárias; e valor da terra); consumo de energia (familiar; comércio; serviços; indústria; e órgãos da administração pública).

No que se refere a métricas relativas aos serviços privados, foram determinados indicadores: do setor primário (agronegócios, armazenagem, distribuição e escoamento) em termos de produtividade, participação relativa e fontes de recursos; do setor secundário (conjunto de organizações manufatureiras e de transformação industrial) no que tange a produtividade e produção, tipos de transformação, níveis tecnológicos, disponibilidade de matérias-primas e infraestrutura; e do setor terciário ou de serviços, em termos de estrutura econômica, tipos de organizações, formas de comercialização, tecnologia envolvida e afins.

Os aspectos de saneamento básico e de serviços preventivos de saúde foram mensurados por meio de indicadores relacionados: à situação geral da saúde pública; à assistência médico-hospitalar; ao saneamento básico; à situação de saúde coletiva; e ao estado nutricional.

As variáveis culturais, refletidas pelo comportamento humano em face da dinâmica do meio ambiente, foram aferidas em termos de métricas voltadas para a mensuração de: formação étnica; organização familiar de cada segmento social; distribuição do trabalho na unidade familiar; organização comunitária; distribuição dos benefícios do trabalho; e tradições e costumes.

Outros indicadores de desempenho global voltados para a avaliação do desempenho da organização em sua totalidade foram estabelecidos em termos de medição de: produção; turbinas em operação; potência instalada; linhas de transmissão; subestações transformadoras; áreas de concessão; municípios e população atendida; número de consumidores; segurança de barragens; distribuição de energia urbana e rural; carga do sistema elétrico; e consumo sazonal.

Algumas métricas relacionadas com a GCE são estabelecidas a seguir, para fins de ilustrar o conceito de formação das métricas (relação entre duas variáveis):

Indicadores sociais e ambientais da Geração e Comercialização de Energia

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