30 de março de 2020

Gestão humana e do capital intelectual

por Idalberto Chiavenato

No mundo atual – em que já estamos aprendendo a viver –, as mudanças que ocorrem nas organizações não são somente estruturais ou físicas. São acima de tudo mudanças culturais e comportamentais, transformando o papel dos talentos que delas participam. Essas mudanças não podem passar despercebidas. Aliás, elas também estão ocorrendo inclusive na área da gestão humana e provocando profunda transformação nas suas características, como mostra o Quadro 2.2:

Gestão humana e do capital intelectual

Para que essa transformação seja plenamente possível – e para que a gestão humana possa se situar na dianteira, e não simplesmente acompanhar de longe, na rabeira e com significativo atraso, o que ocorre nas demais áreas da empresa –, torna-se necessário que ela assuma uma nova estrutura e desenvolva novas posturas e práticas, a fim de dinamizar intensamente suas potencialidades e contribuir para o sucesso do negócio da organização.

Assim, para se pensar em gestão humana, deve-se antes pensar no negócio que ela deve servir e oferecer resultados concretos. Senão, ela será simplesmente um adorno sem qualquer importância.

As novas necessidades da Gestão Humana são as seguintes:

 

  • Nova visão do homem, do trabalho e da empresa.
  • Estrutura plana, horizontalizada, enxuta, de poucos níveis hierárquicos.
  • Organização voltada para processos e não por funções especializadas e isoladas.
  • Necessidade de atender ao usuário – interno ou externo – e, se possível, encantá-lo.
  • Sintonia com o ritmo e natureza das mudanças ambientais.
  • Visão voltada para o futuro e para o destino da empresa e das pessoas.
  • Necessidade de criar valor e de agregar valor às pessoas, à empresa e ao cliente.
  • Criação de condições para uma administração participativa e baseada em equipes.
  • Agilidade, flexibilidade, dinamismo e proatividade.
  • Compromisso com a qualidade e com a excelência de serviços.
  • Busca da inovação e da criatividade.

Esse forte deslocamento está fazendo com que a área se torne cada vez mais ampla, dinâmica e estratégica na condução do desempenho organizacional. Disso tudo resulta uma completa reorientação da gestão humana – nos aspectos organizacionais e culturais – para adequar-se às novas exigências do mundo atual, tanto nos aspectos organizacionais e estruturais como nos aspectos culturais e comportamentais.

Nesse novo contexto estrutural e cultural, os executivos de linha passam a assumir novas responsabilidades. E, para cumpri-las, devem aprender novas habilidades conceituais e técnicas e, além disso, desenvolver habilidades humanas para lidar com suas equipes de trabalho.

Não se trata de mudar apenas o órgão de RH, mas principalmente o papel dos executivos de linha, para que o processo de descentralização e delegação possa ser bem-sucedido.

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  • Idalberto Chiavenato
    Idalberto Chiavenato

    Idalberto Chiavenato é Doutor (PhD) e Mestre (MBA) em Administração pela City University of Los Angeles-CA, EUA, especialista em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, graduado em Filosofia/Pedagogia, com especialização em Psicologia Educacional pela USP e em Direito pela Universidade Mackenzie. É professor honorário de várias universidades do exterior e renomado palestrante ao redor do mundo. É autor de mais de 30 livros das áreas de Administração, Recursos Humanos, Estratégia Organizacional, Comportamento Organizacional publicados no Brasil e no exterior. É fundador e presidente do Instituto Chiavenato, conselheiro do CRA-SP e membro vitalício da Academia Brasileira de Ciências da Administração onde ocupa a cadeira nº 47. Recebeu dois títulos de Doutor Honoris Causa por universidades latino-americanas e a Comenda de Recursos Humanos pela ABRH-Nacional.