4 de novembro de 2019

A importância de conhecer os mercados

por Luiz Edmundo de Oliveira Moraes

Os mercados estão no centro da vida econômica das comunidades e indivíduos. É através do mercado que são realizadas as transações que definirão o valor dos bens, serviços e do trabalho humano. O mercado define também o valor dos investimentos, o resultado econômico das poupanças realizadas e, portanto, estão nos mercados a atenção e expectativas dos agentes econômico quanto aos resultados de seus esforços na obtenção de lucro.

Em torno dos mercados formaram-se cidades. E, países que fomentaram o desenvolvimento comercial em seu território transformam-se em potência econômica como Singapura, cuja renda per capita ultrapassa a 64 mil dólares (7º lugar no ranking mundial) contra 8.900 dólares (74º lugar no ranking mundial), – International Monetary Fund (2018).

A importância de conhecer os mercados

 
Os mercados são regidos por forças espontâneas que não podem ser previsíveis de forma determinística. Pois seus resultados são sempre probabilísticos, pois por mais provável que um evento vem a se realizar no mercado, esse pode surpreender. Gerando quedas ou altas de preço que podem beneficia ou prejudicar os investidores.

O risco é, portanto, um elemento inerente aos mercados tornando assim, necessário uma política de administração de risco, para atenuar ou evitar perdas maiores. Ou seja, os riscos econômicos que qualquer agente incorre são proporcionais ao seu conhecimento sobre o funcionamento desse mercado e aos instrumentos que possam controlar as incertezas do mercado.

Tomemos como exemplo a produção agrícola, onde o produtor está exposto a dois tipos de risco; climático e econômico. Ele não pode prever as variações climáticas que determinaram a produtividade das plantações. Contra a eventualidade de um mau clima, o produtor poder fazer um seguro agrícola, que cobrirá perdas decorrentes de intempéries. E, contra a eventualidade um preço abaixo do custo de produção o produtor deverá fazer um contrato futuro que eliminara o risco de vender seus produtos a preços abaixo do custo de produção.

O mercado premia o investidor diligente que busca conhecer suas tendências e, que, através da prudência realiza seus investimentos. O lucro é o prêmio dessa conduta e, a prosperidade coletiva é a decorrência natural dessa prosperidade individual.

A essas ações racionais o mercado prospera e apresenta, a seus integrantes, os membros da sociedade a que ele está inserido, maiores e melhores oportunidades de trabalho, investimentos e consumo. O crescimento econômico e prosperidade decorrente desse crescimento resulta da atividade laboriosa dos trabalhadores e das escolhas assertivas dos investidores que selecionam as melhores oportunidades de lucro e consequentemente, determinam as melhores formas de servir a sociedade.

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  • Luiz Edmundo de Oliveira Moraes
    Luiz Edmundo de Oliveira Moraes

    Professor de economia, e administração da produção. Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas, Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Paulista Objetivo - UNIP- (2000) e doutor em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - POLI-USP- (2005), Temas de interesse: Análise micro e meso econômica das empresa e organizações. Assuntos: Economia, Administração da Produção, cooperativismo, acordos de cooperação e cadeias produtivas