9 de janeiro de 2020

A transformação está em todo lugar

por Roberto Madruga

Quando falamos em inovação empresarial, é comum pensarmos no contexto da tecnologia. Afinal, as ferramentas que surgiram nas últimas décadas para auxiliar os processos dentro das companhias impactaram o mundo de diversas formas. Porém, organizações que pensam numa expansão futura precisam entender que as inovações vão muito além de novos sistemas e equipamentos.

A melhor forma de se preparar para o futuro é moldando o presente para as mudanças inerentes do seu ramo. Inovar é reimaginar constantemente seus objetivos, metas e abordagem. Contudo, esse exercício de previsão não se dá ao acaso. São três os fatores que melhor indicam as prospecções a serem feitas.

A transformação está em todo lugar

Em 2014, uma pesquisa britânica apontou que 77% dos profissionais de marketing consideram a cultura organizacional como maior obstáculo para implementar inovações. Essa questão, obviamente, precisa ser a primeira a ser levada em conta se o objetivo é ter um ambiente amigável às transformações.

Muitos líderes costumam ser contra determinadas mudanças pois baseiam as diretrizes nas experiências da empresa, e não do ramo em si. Quando a companhia está muito estabilizada, há um medo maior de mudar. Porém, as que buscam crescer encontram necessidades e demandas constantemente desenvolvidas pelos próprios clientes e garantem que todas as iniciativas são direcionadas para supri-las.

Por isso, é necessário ter uma visão ampla e aprofundada do consumidor. Buscar, a todo momento, novas formas de engajá-los e expressarem, ainda que indiretamente, novas necessidades e demandas para serem atendidas num curto prazo de tempo. Conversar com quem sustenta a empresa é primordial.

Não é por acaso que os consumidores mais leais são ótimas fontes para analisar e testar novos produtos e serviços. Muitas marcas apresentam produtos e serviços antes de seus lançamentos para esse nicho, que além de remediar possíveis falhas ou lacunas, divulgam suas opiniões para outros indivíduos. Diminui-se o tempo para disponibilizar o conteúdo ofertado e aumenta-se a confiança dos clientes na imagem da empresa.

Por conta de limitações, nem todas as ideias são viáveis ou práticas. Esse contato com os consumidores permite um entendimento da direção a se tomar, mas nem sempre mostrará o caminho. Na década de 1950, a 3M decidiu que 15% do expediente dos colaboradores seria voltado a desenvolver novas ideias para companhia. Outro exemplo de sucesso dessa atitude está na jovialidade comportamental das empresas nascidas no Vale do Silício, onde as ideias nascem a todo momento, seja dentro ou fora da organização.

Inovar, portanto, é estar propício a aceitar mudanças, estimular os clientes para que sejam comunicativos sobre suas demandas e atendê-las através de soluções internas ou externas desenvolvidas de forma cooperativa. É um processo de renovação constante, onde o histórico passado não deve impedir o futuro, mas sim, alimentá-lo.

Desejo que o artigo seja útil para o seu sucesso pessoal e profissional. Nunca se esqueça de que nada se constrói sem conhecimento sólido guiado pelo domínio de métodos estruturados.

Boa sorte!

FONTE: CONQUIST

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  • Roberto Madruga
    Roberto Madruga

    Referência nacional como Consultor, Coach, Palestrante e Escritor premiado, reconhecido por sua multidisciplinaridade, experiência prática e criação de métodos estruturados com foco em resultados. Mestre em Gestão Empresarial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduado em Educação, Pós-graduado em Gestão de Recursos Humanos, Pós-graduado em Gestão Estratégica e Qualidade, Master em Programação Neurolinguística – PNL pela International Association of NLP Institutes, Coach Executivo e Coach de Carreira certificado pela ICI – International Association of Coaching Institute. Professor dos MBAs da FGV, PUC, UFRJ e IBMEC. Diretor de Consultoria e Educacional da ConQuist com projetos desenvolvidos para mais de 200 empresas no Brasil e exterior. Conheça melhor o autor: www.conquist.com.br/roberto-madruga