9 de janeiro de 2019

Inteligência Artificial vai acabar com os empregos? Pelo contrário!

por GEN.N&G

Nos últimos anos, a inteligência artificial avançou tão rapidamente que agora parece difícil passar um mês sem que haja alguma notícia nova sobre IA. Em áreas como tradução, diagnósticos médicos e jogos, vemos computadores ultrapassarem os seres humanos de maneiras surpreendentes. Isso levantou a discussão sobre como a Inteligência Artificial pode impactar no mercado de trabalho e geração de empregos.

Alguns têm medo de que, se a IA continuar avançando, substituirá trabalhadores, criando uma rede de desempregados que não poderão competir economicamente com as máquinas. Essa preocupação, mesmo que compreensível, é infundada. Inclusive, IA será a melhor plataforma de geração de emprego que o mundo já viu.

Novas tecnologias não são um fenômeno recente

 
Por um lado, aqueles que preveem quantidades massivas de desemprego por causa da IA podem ser desculpados. É mais fácil enxergar empregos existentes serem substituídos pela tecnologia do que prever quais novos empregos a tecnologia permitirá.

No entanto, avanços tecnológicos radicais não são novidade. A tecnologia continua progredindo há 250 anos. Por exemplo, nos Estados Unidos, o desempregou se manteve entre 5 a 10% por todo esse tempo, mesmo quando novas tecnologias – como energia a vapor e eletricidade – entraram em cena.

Mas você não precisa voltar tanto no tempo e e lembrar da energia a vapor ou até mesmo da eletricidade. Apenas observe a internet. Volte 25 anos no tempo, dentro da memória dos prognosticadores pessimistas de hoje, até 1993. O navegador web Mosaic tinha acabado de ser lançado, e a frase “navegando na web”, a mais mesclada das metáforas, tinha apenas alguns meses de idade.

Se alguém tivesse perguntado a você qual seria o resultado de conectar dois bilhões de computadores em uma rede gigante com protocolos comuns, você poderia ter previsto que o e-mail faria com que enviássemos menos cartas, e a web poderia nos fazer ler menos jornais e talvez até fazer nossas compras online. Se você fosse quase um clarividente, poderia ter especulado que agentes de viagens e corretores de ações seriam afetados adversamente por essa tecnologia. E com base nessas suposições, você pode ter pensado que a internet destruiria os empregos.

Mas agora sabemos o que realmente aconteceu. As mudanças óbvias ocorreram. Mas uma série de mudanças inesperadas também aconteceu. Temos milhares de novas empresas que valem trilhões de dólares. Nós melhoramos o lote de praticamente todos no planeta tocados pela tecnologia. Dezenas de novas carreiras surgiram, de web designers a cientista de dados e marketing digital. O custo de iniciar um negócio com alcance mundial despencou e o custo de comunicação com clientes e leads foi quase zero. Grandes armazéns de informações foram disponibilizados gratuitamente e usados ​​por empreendedores em todo o mundo para construir novos tipos de negócios.

Mas sim, nós enviamos menos cartas e compramos menos jornais.

A ascensão da Inteligência Artificial: tecnologias acabam com os empregos?

 
Então veio uma nova tecnologia ainda maior: a inteligência artificial. Você ouve a mesma coisa de sempre: “Isso destruirá os empregos”.

Considere o caixa eletrônico. Se você tivesse que apontar para uma tecnologia que parecia que iria substituir as pessoas, o caixa eletrônico poderia parecer uma boa aposta; afinal de contas, é um caixa eletrônico. E, no entanto, há mais caixas agora do que quando os caixas eletrônicos eram amplamente divulgados. Como isso é possível? Simples: os caixas eletrônicos diminuíram o custo de abertura das agências bancárias e os bancos responderam abrindo mais, o que exigiu a contratação de mais caixas.

Dessa maneira, a IA criará milhões de empregos que estão muito além da nossa capacidade de imaginação. Por exemplo, a IA está se tornando adepta da tradução de idiomas – e, de acordo com a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos, a demanda por tradutores humanos está aumentando vertiginosamente. Por quê? Se o custo da tradução básica cair para quase zero, o custo de fazer negócios com aqueles que falam outras línguas cai. Assim, incentiva as empresas a fazer mais negócios no exterior, criando mais trabalho para tradutores humanos. A IA pode fazer as traduções simples, mas os humanos são necessários para especificidades e nuances.

Na verdade, o BLS prevê um crescimento de empregos acima da média em muitas ocupações que a IA deve impactar: ​​contadores, cientistas forenses, técnicos geológicos, escritores técnicos, operadores de ressonância magnética, nutricionistas, especialistas em finanças, desenvolvedores web, agentes de crédito, secretários médicos, representantes de atendimento ao cliente, para citar apenas alguns. Esses campos não terão crescimento de empregos apesar da IA, mas por causa dela.

Mas, assim como na internet, os ganhos reais em empregos virão de lugares onde nossa imaginação ainda não pode nos levar.

Gostou da matéria? Em breve, o Grupo GEN lançará o livro “Inteligência Artificial para Negócios”, escrito por Martha Gabriel. Fique ligado!

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