11 de dezembro de 2018

Liderança e a Geração Y

por Patricia Itala Ferreira

Hoje resolvi compartilhar algumas reflexões sobre liderança e geração Y por dois motivos: primeiro porque é um tema atual e que deve ser melhor compreendido pelas lideranças, pelos jovens profissionais e por aqueles que trabalham com gestão de pessoas. Segundo porque o trabalho que orientei sobre o assunto foi um dos finalistas do Prêmio Ser Humano ABRH-Rio 2018 e queria agradecer a todos que votaram na gente. Como forma de agradecimento, vou apresentar, brevemente, algumas descobertas da pesquisa realizada por Guimarães, Laura P. no trabalho acadêmico “Expectativas da geração Y com a liderança”.

Desafios da liderança e a Geração Y

 
Um dos desafios enfrentados pelas organizações na atualidade é o gerenciamento de gerações diversas que compartilham o espaço de trabalho. Apesar de não haver um consenso entre os teóricos do assunto, vamos considerar como integrantes da geração Y os nascidos entre 1980 e 2001.

Os membros da Geração Y são considerados como multitarefas e criativos. Quando confrontados com desafios, apresentam maior produtividade. Os millennials não se incomodam em mudar de empresa constantemente, priorizam a qualidade de vida e a comunicação mediada por tecnologia . Uma importante característica dessa geração é o imediatismo: buscam realização e satisfação pessoal de forma instantânea e se frustram muito rapidamente.

Nas organizações o papel de liderança, muitas vezes, cabe a integrantes de outras gerações, com expectativas e comportamentos muito diferentes dos jovens Y. Uma reflexão relevante diante desse contexto diz respeito às expectativas dos jovens Y em relação ao estilo de líderes que preferem. Para determinar o perfil considerado ideal, foi realizada uma pesquisa com 163 jovens universitários do estado do Rio de Janeiro que já possuíam algum tipo de experiência de trabalho. Foi utilizado uma adaptação do instrumento de pesquisa chamado LASI (Leader Adaptabily and Style Inventory), desenvolvido por Hersey e Blanchard.

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Foto: Istock/Getty Images

A pesquisa realizada por Guimarães (2017) indicou que os jovens Y preferem estilos de liderança voltados para o relacionamento. O comportamento de relacionamento corresponde à forma de comunicação do líder com a equipe. Inclui como ele recebe as informações que são transmitidas e como oferece apoio sócio-emocional quando necessário. Uma situação que exemplifica um líder com alto comportamento de relacionamento é quando alguém de sua equipe, embora saiba como realizar a tarefa, precise ser encorajado e o líder oferece a ele este suporte e motivação.

Ambos os assuntos aqui abordados são complexos e trazem inúmeras contribuições para uma melhor compreensão do mercado de trabalho atual. A ideia aqui não foi esgotar os temas, mas apenas trazer reflexões relevantes para os profissionais.

Ficou curioso e quer mais informações sobre as gerações? O livro Atração e Seleção de Talentos apresenta detalhes sobre o assunto. Ah, seu interesse maior foi por liderança? Sugiro, então, o livro Comunicação Empresarial.

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  • Patricia Itala Ferreira
    Patricia Itala Ferreira

    Concluiu em 1993 a graduação em Psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e, posteriormente, em 1997, tornou-se Mestre em Administração de Empresas pela mesma universidade. Há mais de 20 anos atua em projetos de consultoria em gestão de pessoas e educação corporativa. É professora da PUC-Rio, em cursos de graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial e a distância. É também tutora da FGV Online e da pós-graduação em Gestão da Educação a Distância na UFF e da pós graduação em educação empreendedora, uma parceria do Departamento de Educação da PUC Rio com o SEBRAE. Autora dos livros Clima organizacional e qualidade de vida no trabalho (GEN | LTC, 2013), Atração e seleção de talentos (GEN | LTC, 2014), Gestão por competências (GEN | LTC, 2015) e Comunicação Empresarial (Atlas, 2016), em parceria com Gustavo Malheiros e do curso online Psicologia Aplicada à Administração (GEN | Atlas, 2018). Finalista do Prêmio Ser Humano da ABRH 2014 e ganhadora da premiação em 2015 e 2016 na categoria trabalhos acadêmicos.