19 de maio de 2020

O Mercado Financeiro no Pós-COVID-19

por Juliano Pinheiro

Está bem claro que a crise causada pela pandemia vai provocar uma profunda reestruturação econômica, social e organizacional. Mas, e o mercado financeiro? Como será no Pós-COVID-19?

A primeira grande lição que aprendemos com o Novo Coronavírus é que as empresas e instituições financeiras precisam ser digitais. Esta será a base do mundo pós-COVID-19. Além disso, os clientes ficarão mais exigentes em relação a sua experiência de consumo. Esses fatos trarão grandes desafios para as instituições financeiras que operam no mercado, como:

▪ Ser relevantes para os clientes.
▪ Adaptar-se às empresas virtuais.
▪ Investir em inovações tecnológicas.
▪ Automatizar e simplificar processos.
▪ Entender o padrão comportamental dos novos clientes.
▪ Saber o que fazer com as informações dentro do banco e como protegê-las.

O desafio do mercado financeiro nesse momento é ir além de seu papel principal, que é estabelecer o contato entre os agentes superavitários e deficitários, oferecendo meios para que novas poupanças sejam canalizadas à formação de capital (investimentos). Mas como? Mantendo a colaboração com a sociedade e desenvolvendo soluções para que seus clientes, sejam eles pessoas físicas, trabalhadores autônomos ou micro e pequenas empresas, possam se sentir mais tranquilos e seguros para a retomada das atividades.

O cenário atual, em transformação, exige que as instituições financeiras entendam as novas necessidades do mercado e se adaptem a elas. Soluções digitais, por exemplo, estão se apresentando como grandes alternativas para manter a movimentação financeira, sem que as pessoas desrespeitem o isolamento social causado pela pandemia do Coronavírus.

Já havia uma tendência de crescimento para a realização de transações financeiras por meios digitais, especialmente pelos aplicativos de celular, pela comodidade e segurança que oferecem aos clientes. Usuários têm dado preferência aos serviços digitais para realizar pagamentos e investimentos, transferir dinheiro e fazer recargas e compras. Essa tendência deve se manter mesmo após o controle da pandemia, acelerando o progresso do mercado de serviços digitais.

Outra tendência que vai se intensificar é o abandono do Modelo Convencional, no qual o cliente relaciona-se de forma quase que exclusiva com seu banco e recebe dele ofertas para investir seu dinheiro em planos de capitalização, previdência privada, CDBs e fundos deste próprio banco. Nesse modelo, não há muita liberdade de escolha, sendo necessária a abertura de conta em mais de uma instituição para ter acesso às diversas oportunidades do mercado. Cada vez mais pessoas se aderem ao modelo de plataformas abertas, nas quais o cliente, por meio de uma única instituição financeira, passa a ter acesso a uma gama enorme de produtos e serviços disponíveis para os investidores. Como resultado, fortalece-se o conceito de Customer Experience, no qual as instituições financeiras terão como diferenciais o foco na experiência do consumidor, a antecipação de tendências e a preocupação em estar mais presente na vida cotidiana dos clientes.

Essas tendências resultam em um consumidor com mais poder de negociação, mais preparado e mais exigente. Ele espera mais transparência das instituições financeiras e, apesar de digitais, quer experiências mais personalizadas para usufruir dos serviços oferecidos. Com isso, a decisão sobre os investimentos deixará de ser do banco e passará a ser o próprio cliente, levando a um aumento na capacitação do profissionais que lidam com os clientes na ponta final.

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  • Juliano Pinheiro
    Juliano Pinheiro

    Juliano Lima Pinheiro É Doutor e Mestre em investimentos e mercado de capitais, professor e palestrante. Ao longo de mais de 30 anos de uma trajetória profissional abrangente, Juliano Pinheiro passou pela vivência prática como executivo em instituições financeiras e gestoras de investimento, como conselheiro em instituições representativas de mercado como Anbima e Apimec, e também pela área de ensino e pesquisa acadêmica atuando em cursos de MBA, doutorado, mestrado e graduação do Ibmec, FDC, PUC e UFMG. De 2007 a 2018, montou e foi o Diretor de Gestão da Fiere Investimentos, uma Gestora de Recursos, gerindo fundos de investimento e administrando carteiras para clientes. Detentor da Medalha Economista Paulo Camilo de Oliveira Pena em 2013, Juliano é referência na área de Mercado Financeiro e Mercado de Capitais. Atualmente é Vice Presidente Executivo do IBEF-MG, leciona na UFMG nos cursos de graduação e pós-graduação do Departamento de Ciências Contábeis e realiza palestras por todo o Brasil.