29 de março de 2019

Novas tecnologias e novos modelos de gestão ambiental

por GEN.N&G

A tecnologia não é só uma força isolada. É também o motor propulsor da competição global. Os dispêndios em pesquisa e desenvolvimento, típicos dos países desenvolvidos, tornam-se fundamentais. O encurtamento dos ciclos de vida dos produtos ressalta a situação pela redução do número de anos, ao longo dos quais os custos fixos serão amortizados. Maior volume proveniente de vários países precisará ser conseguido num menor número de anos. O resultado significará maior número de organizações, que precisarão de volume global significativo para que possam sobreviver.

Novas tecnologias e novos modelos de gestão ambiental

 
O advento de novas tecnologias na transmissão de dados, por exemplo, tanto por cabo quanto pelo ar, está provocando o surgimento de oportunidades de negócios de prestação de serviços por parte das empresas, potenciais fornecedoras para as grandes organizações de telecomunicações. As razões para tais oportunidades são o avanço vertiginoso da Internet e a necessidade, cada vez maior, de empresas trocarem informações em tempo real.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas e Profissionais de Telecomunicações (Aberimest), empresas exploram esse mercado vendendo produtos das operadoras telefônicas e agregando serviços a eles. Algumas, por exemplo, compram no atacado itens como espaço nas redes de telefonia, em satélites e links e revendem para públicos específicos, como condomínios comerciais e residenciais, hospitais, universidades, clubes, hotéis, flats, shopping centers, entre outros. Segundo a Aberimest, a empresa que atua na área de comunicação de dados tem de ter criatividade e descobrir nichos de mercado para sobreviver de forma eficiente e focada.

Conforme essa Associação, ainda, existem exemplos de empresas de sucesso que se especializam em fornecer infraestrutura de telecomunicações para edifícios em construção. É o caso similar da Lintec, focada no provimento de soluções para a comunicação entre matriz e filiais de empresas. Esse tipo de parceria para fornecimento de soluções por parte de uma empresa de pequeno porte para uma grande organização adota um formato que passa pela realização de estudo prévio para identificar as necessidades tecnológicas do cliente; posteriormente, contrata-se a infraestrutura das operadoras de telefonia e, finalmente, fornecem-se softwares para viabilizar o projeto.

As novas tecnologias da informação, por outro lado, induzirão a novas formas de administração e, consequentemente, a um novo tipo de gestor. Esse profissional dos novos tempos tenderá a trabalhar em organizações menos hierárquicas, cujo ambiente informacional possibilitará que grande número de pessoas possam comunicar-se rapidamente por redes informatizadas.

Como reflexo da implementação dessas tecnologias da informação para a gestão ambiental e responsabilidade social, obter-se-ão ganhos consideráveis na redução do consumo de papel, eliminação do uso de mídias magnéticas para arquivamento de informações (DVDs, CDs, pendrive e dispositivos de backup e meios de armazenamento digital equivalentes). Outro ganho considerável seria a maior eficácia em sistemas de monitoramento da proteção ao meio ambiente e do gerenciamento da responsabilidade social com o suporte dos recursos da informática.  Tais resultados impactam de forma positiva a gestão ambiental e a responsabilidade social nas organizações à medida que contribuem para um menor impacto ambiental (e até sua completa eliminação) e, de outro lado, melhoram o desempenho sistêmico da gestão ambiental e da responsabilidade social.

A idade da informação

 
A idade da informação está entrando numa nova era. O novo paradigma de tecnologia ocorre de forma paralela a outras mudanças. Da mesma forma que a nova organização, o sistema de informação nesse novo contexto é aberto e operado em rede. Ele é modular e dinâmico, baseando-se em componentes intercambiáveis. Ele induz a organização ao empowerment, distribuindo informação e poder decisório aos usuários. Mediante padrões, ele encontra-se integrado, transpondo as organizações para adiante das ilhas de sistemas (e seus equivalentes organizacionais) da era da informática tradicional.

O sistema de informação opera da mesma forma que as pessoas, integrando dados, texto, voz, informação e imagem em seus diversos formatos, proporcionando uma espinha dorsal para as estruturas organizacionais orientadas pelas equipes. Ele torna indistintas as barreiras entre as organizações, possibilitando a reformulação dos relacionamentos externos. Acima de tudo, o sistema de informação já atingiu o ponto de maturidade, no qual se tornou atingível e economicamente viável. Na verdade, quanto mais tempo a organização esperar para iniciar essa transição, maiores são as exigências de investimentos e gastos a longo e curto prazos.

Nas últimas décadas, ocorreram quatro mudanças fundamentais, algumas ainda em curso, quanto à forma de aplicação da computação nas organizações hodiernas. Em uma primeira mudança, ocorreu a passagem da computação pessoal para a computação em grupo. Os computadores pessoais penetraram em todas as partes das organizações, tendo alcançado praticamente todas as áreas e níveis organizacionais. No entanto, seu impacto raramente pode ser descrito como estratégico. O principal fator limitante é que o microcomputador, PC isolado, não funcionava da mesma forma que as pessoas, em termos de comunicação com os outros, especialmente dentro de um grupo de trabalho.

Esse novo avanço valorizaria a importância do trabalho em equipe como unidade básica e as imensas oportunidades para dar suporte às equipes dentro da execução das funções empresariais. A computação em grupos de trabalho proporcionou instrumentos, informação e capacidade tanto em nível pessoal como de equipe, dando suporte direto a todas as categorias de pessoas no contexto organizacional. Quando bem concebidos e implementados, os sistemas para grupos de trabalho podem tornar-se o ponto focal para a reconfiguração dos processos e das posições funcionais da organização.

A segunda mudança foi e é caracterizada pela passagem de sistemas ilhados para sistemas de informação integrados. Ou seja, tradicionalmente, a tecnologia da informação era utilizada para apoiar o controle dos recursos: ativos físicos, recursos financeiros e recursos humanos. Tal abordagem provocou o surgimento de sistemas isolados por toda a organização. Com a evolução dos padrões da tecnologia da informação, tornou-se possível migrar para um patamar em que toda a arquitetura da organização é viável, em vez de continuar acrescentando mais unidades isoladas à medida que elas passavam a ser necessárias.

Na terceira mudança, a organização passará da computação interna para a computação interorganizacional. Ou seja, os sistemas de informação estão ampliando o alcance externo, ligando a organização a seus fornecedores e clientes. A nova tecnologia da informação, de alcance ampliado, torna possível a reformulação do relacionamento das instituições com organizações externas. A cadeia de agregação de valor da organização do futuro estará sendo transformada numa rede de valor eletrônica, que serve também para interligar grupos de afinidade e até mesmo concorrentes. A informática, restrita e de alcance interno (intraorganizacional), está transformando-se em computação interorganizacional.

Nesse novo ambiente, as tecnologias da informação poderão ser vistas em termos de classe de sistemas de informação, que vão desde o nível pessoal até o nível interorganizacional. Aplicações pessoais dão suporte direto a seus usuários finais e são por eles controladas. Aplicações para trabalho em grupo serão compartilhadas por membros de equipes ou funções que podem estar centralmente localizadas ou, então, amplamente dispersas por todas as partes da organização. Aplicações corporativas ou empresariais dão suporte a ampla gama de usuários em todas as partes da organização, e podem envolver muitas áreas e/ou departamentos. Aplicações interorganizacionais envolvem a interação com usuários e sistemas localizados externamente à organização.

Novas tecnologias e novos modelos de gestão ambiental

Foto: 123RF

A quarta mudança, que afetará de forma intensa todas as organizações empresariais, diz respeito a uma nova era, a da economia digital, em que o capital humano passará a ser mais importante do que o capital tradicional. Nessa era da economia baseada mais no cérebro do que nos recursos físicos e materiais, as inovações e vantagens competitivas passam a ser efêmeras e transitórias em um menor espaço de tempo. Essa economia passará a apoiar-se intensamente em redes eletrônicas, que expandirão, virtualmente, as fronteiras das organizações e com a possibilidade de supressão de agentes de intermediação entre a organização e fornecedores e clientes.

As organizações nessa nova economia passarão a ter como principal ativo o capital humano, intelectual ou do conhecimento. Ou seja, em vez do tradicional ativo patrimonial das demonstrações financeiras – balanços –, surgirá o ativo intelectual como o mais importante.

Esse novo contexto exigirá das organizações empresariais mais ênfase no gerenciamento do conhecimento e não apenas na administração de dados ou informações. Exigirá ainda das organizações a correta compreensão e interpretação das novas gerações que estão chegando, ou seja, a geração Internet ou da era digital, detentora de uma nova cultura, valores e perfil psicológico.

Novas profissões da era digital

 
Dessa forma, cargos como webdesigner (projetistas de páginas na Internet), webmaster ou gerente de correio eletrônico, customer relationship manager (gerente de software de relacionamento com clientes), analistas de ERP (software de integração empresarial) e de workflow (fluxo de dados/documentos eletrônicos), data mining/data warehousing manager (administradores de banco de dados), data center running (gerente operador de data center), embedded systems manager (responsável pela venda de soluções em equipamentos não PCs), enabling manager (gerente de implementação de soluções de tecnologia), mobility solution manager (gerente de venda de soluções wap para operadoras de telefonia celular), pervasive solution manager (gerente de soluções de Internet em equipamentos não PCs) e Internet engineer, estarão a exigir não apenas novas formas de recrutar, selecionar e remunerar, mas também uma gestão de pessoas radicalmente diferente da tradicional administração de recursos humanos.

Para as novas profissões advindas da era digital, por exemplo, surge a falta de formação acadêmica, dada a inexistência de cursos específicos, bem como a própria inexistência de profissionais bem treinados no mercado de trabalho. Isso acarreta a necessidade de a empresa adotar o recrutamento da mão de obra internamente, bem como investir na formação de seus próprios profissionais para ocuparem os novos postos de trabalho tecnologicamente criados na organização.

Considerando o advento do comércio digital, e-commerce e business-to-business (B2B), assim como a atual convergência tecnológica, novos cargos e funções, cuja nomenclatura muda de empresa para empresa, demandam uma nova abordagem no gerenciamento das empresas. Segundo Gates (2013), a administração das futuras organizações deverá atentar para o fato de que no novo contexto empresarial:

  • A maioria das transações se tornará digital do tipo self-service e os intermediários evoluirão para agregar valor ou perecerão. À medida que a Internet baixar os custos das transações, o intermediário desaparecerá ou evoluirá para agregar valor;
  • O serviço aos clientes se tornará a principal função de valor agregado em todas as organizações;
  • Somente poucas organizações em cada setor econômico tenderão a sobreviver apenas por ter o preço menor, assim, a maioria precisará de uma estratégia que inclua serviços aos clientes;
  • Se o gestor assumir uma abordagem baseada em serviços, deve assegurar-se de que seus profissionais do conhecimento tenham ferramentas digitais de informação para se conectarem com clientes e administrar essas relações;
  • O ritmo das transações e a necessidade de atenção mais personalizada aos clientes levarão as organizações a adotar processos digitais internamente;
    Na redefinição das fronteiras entre as organizações e entre as pessoas e as organizações, a Internet assume papel de destaque e permitirá que uma administração empresarial estruture-se com mais produtividade;
  • O estilo de trabalho Internet tornará possível que empregados telecomutem e colaborem com outros empregados e parceiros, remotamente na forma de teletrabalho;
  • A Internet possibilitará que grandes organizações pareçam menores e mais flexíveis e que pequenas organizações tornem-se efetivamente maiores do que são;
  • O tempo até o mercado está diminuindo para todas as organizações. Utilizar a informação digital para chegar primeiro ao mercado pode melhorar radicalmente sua posição competitiva;
  • Os operários de tarefa desaparecerão. Suas funções serão automatizadas ou combinadas em tarefas maiores, que exigirão trabalho de conhecimento.

As novas tecnologias estão proporcionando o surgimento das chamadas organizações virtuais, entendidas como as que têm uma grande parcela de seus funcionários trabalhando fora das instalações físicas da organização, interligando-se por sistemas de informação (teletrabalho).

O teletrabalho deve proporcionar uma melhor qualidade de vida para o profissional, à medida que ele poderá escolher seu ambiente de trabalho (escritório). Do lado da organização, tem-se a minimização de riscos e das questões ambientais e a melhoria de performance no aspecto responsabilidade pública e cidadania (programas participativos e projetos culturais com maior disponibilidade de participação dos empregados da empresa).

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