4 de maio de 2021

Motivação e engajamento: qual é a diferença?

por Roberto Madruga

Suponhamos que você estudou sobre gestão e liderança, praticou, evoluiu, e enfim, deu tudo certo. A empresa está crescendo, a sua equipe está com alta motivação, além de categorizada como uma equipe de alta performance. Mil maravilhas, não é? Com certeza, os gestores da empresa estarão bastante felizes. Eles podem até acabar levando o crédito!

Você pode pensar na motivação como um resultado de um bom gerenciamento pelo líder – e não estará (totalmente) errado. Em uma empresa eficiente, coerente com a cultura que foi modelada e clara em seus propósitos e processos, a tendência é ter profissionais satisfeitos e aderentes ao que a organização propõe e pessoas capazes de criar essas motivações, não é mesmo? Todos gostaríamos de trabalhar em um lugar assim, embora nem todos os locais alcancem esse objetivo.

Motivação e engajamento são a mesma coisa?

 
A resposta é não! Nem todo mundo sabe, mas são coisas diferentes. Nas palavras do professor Roberto Madruga,

“a motivação energiza, enquanto o engajamento orienta para a alta performance”

Ou seja, a diferença fundamental é que a motivação é individual! Cada um de nós, ao acordar pela manhã, tem seus próprios motivos para levantar e dirigir-se ao trabalho. Eles podem vir de necessidades: seja por afinidade, por necessidade financeira ou por confortos gerais, existem tantos motivos quanto pessoas! O importante é que a motivação gera a ação de fazer algo proativamente, sem cobranças externas – o que os gestores mais buscam em um funcionário.

Mas nós não podemos sonhar em criar motivos para cada colaborador individualmente. A motivação deve ser gerenciada, com uma política de fornecer estímulos positivos (mas que são interpretados por cada um diferentemente: enquanto uma pessoa busca aprovação, a outra prefere recompensas financeiras…). O engajamento, por outro lado, implica menos na felicidade e mais no comprometimento do colaborador. É um erro comum: no engajamento é que reside a principal função dos líderes!

Enquanto eles não podem fornecer motivos pessoais para cada trabalhador, eles podem buscar a direção e a continuidade dos processos e compromissos laborais! Com uma visão estratégica, que tem uma amplitude macro, o líder se torna essencial para a organização: ele une a todos como uma cola, garantindo integração e direção. Tudo de bom!

FONTE: CONQUIST

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  • Roberto Madruga
    Roberto Madruga

    Referência nacional como Consultor, Coach, Palestrante e Escritor premiado, reconhecido por sua multidisciplinaridade, experiência prática e criação de métodos estruturados com foco em resultados. Mestre em Gestão Empresarial, Pós-graduado em Marketing, Pós-graduado em Educação, Pós-graduado em Gestão de Recursos Humanos, Pós-graduado em Gestão Estratégica e Qualidade, Master em Programação Neurolinguística – PNL pela International Association of NLP Institutes, Coach Executivo e Coach de Carreira certificado pela ICI – International Association of Coaching Institute. Professor dos MBAs da FGV, PUC, UFRJ e IBMEC. Diretor de Consultoria e Educacional da ConQuist com projetos desenvolvidos para mais de 200 empresas no Brasil e exterior. Conheça melhor o autor: www.conquist.com.br/roberto-madruga