31 de dezembro de 2019

O ciclo de coaching

por Arnaldo Marion

O coaching é um processo, ou seja, ele deve ter um começo, um desenvolvimento e um final. Em outras palavras, a aplicação do coaching pode ser desmembrada em etapas, ou mesmo em ciclos de trabalho. Sem um modelo, é muito provável que se encontrará perdido no meio de processo de coaching sem saber exatamente o que fazer ou como continuar conduzindo seu trabalho.

Não existe uma uniformidade quanto à prática e aplicação de um processo de coaching, e você poderá encontrar diferentes metodologias a partir da escola na qual recebe seu treinamento, tais como o Método Eriksoniano, o Método “The Inner Game”, o Método CIS, Coaching de Psicologia Positiva, GROW Coaching Model, E-Myth Business Coaching Method, entre muitos outros. Seja qual for o método, é importante se certificar de que ele respeite princípios universais básicos do exercício profissional de coaching:

  • O estabelecimento de uma relação que é construída com base na confiança, na comunicação sincera e confidencialidade.
  • A formulação de metas e expectativas do cliente.
  • Um questionamento profundo e uma dinâmica de aprendizagem em relação aos objetivos das pessoas.

O papel de um modelo ou uma metodologia de coaching é criar uma estrutura efetiva na qual possa desenvolver um trabalho de coaching. É como um plano estratégico que oferece recursos de como poderá responder adequadamente às diferentes situações inusitadas que encontrar no caminho.

Não tenho o objetivo de comparar as diferentes metodologias ou defender uma em detrimento da outra. Pelo contrário, quero estimular você a ter a sua própria metodologia, empregando valiosas ferramentas e modelos eficientes usados por diferentes metodologias e acrescentando o seu toque pessoal. Desenvolver uma metodologia, contudo, é mais difícil e complexo do que parece, especialmente se está começando do zero.

Portanto, para aqueles que gostam de seguir um modelo e um plano de trabalho predefinido, também apresentaremos uma versão que tenho usado com muito sucesso nos últimos anos e da qual poderão se beneficiar de sua proposta integral ou parcial.

Um modelo de coaching define as etapas e os estágios que deverão ser observados pelo coach enquanto conduz suas sessões, conforme demonstrado nos seis estágios da Imagem 3.1.:

O ciclo de coaching

 

O ciclo de coaching

ESTÁGIO DA AUTOCONSCIÊNCIA

 

Consiste na aplicação de ferramentas para o mapeamento do Estado Atual do coachee, produzindo um diagnóstico que envolve, entre outras coisas: áreas de insatisfação, bloqueios, crenças, valores, estado emocional, personalidade e grau de responsabilização.

ESTÁGIO DE INSPIRAÇÃO

 

Trata-se de desconectar o coachee da realidade limitante que vem experimentando e ajudá-lo a liberar sua criatividade, sua paixão e seu senso de visão, resultando em um novo estado emocional de expectativa e esperança, e acionar gatilhos de inspiração.

ESTÁGIO DE DIREÇÃO

 

Por meio da smartirização, conduzir o coachee a uma visão funcional, com um destino claro e bem definido. O resultado desta etapa são metas de curto, médio e longo prazos com um “endereço” definido.

ESTÁGIO DE POSSIBILIDADE

 

É hora de construir as pontes, definir estratégias, estabelecer métodos, ativar recursos, definir relacionamentos e priorizar um Plano de Ação poderoso e viabilizador de metas.

ESTÁGIO DA REALIDADE

 

É hora de pôr o pé no chão e trazer tudo o que foi descoberto na forma de uma nova agenda extraordinária. Este estágio define a priorização de tempo com coisas realmente importantes e valiosas em sua vida. Revisitam-se drenos de tempo e energia que geram valor e não estão alinhados aos novos alvos estabelecidos. Também criamos personagens divertidos e atraentes, tornando a jornada viva, desejável e envolvente.

ESTÁGIO EMOCIONAL

 

O estágio emocional não precisa necessariamente acontecer no final do ciclo, mas ser tratado e desenvolvido ao longo do processo. Este estágio dedica-se à revitalização do déficit emocional, dos hábitos tóxicos e à superação de vícios emocionais desenvolvidos desde a infância como compensação e baixa qualidade ou quantidade de amor experimentado, especialmente no início da vida.

 

Mais conteúdo no livro Manual de Coaching

 

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  • Arnaldo Marion
    Arnaldo Marion

    Estrategista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional. CEO da Coaching 4 Change LLC, Texas (EUA), uma empresa de tecnologia, treinamento e formação em coaching, atua também como membro do Conselho Diretor do Instituto Marion. É professor e membro do Conselho Consultivo do programa de MBA da Anderson University, Carolina do Sul (EUA), e instrutor da Small Business Development Center, da University of Texas at San Antonio (UTSA), também no Texas (EUA). Serviu por dez anos na indústria bancária e financeira, ocupando diferentes posições em diversas organizações, como Arthur Andersen e ABN AMRO Bank. Formado em Administração, com MBA em Governança e Avaliação de Empresas e Mestrado em Administração pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), é coach certificado pela Florida Christian University (FCU) e Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico (Febracis), com aperfeiçoamento na Creative Results Management. É autor de livros em temas de negócios e espirituais.