2 de fevereiro de 2021

O poder da mulher empreendedora

por Sandra R. Turchi

O mercado de trabalho sofreu profundas modificações ao longo da história. A Constituição Federal de 1988 garantiu, entre tantos direitos e deveres, a igualdade de gênero, porém ainda estamos longe do que seria ideal. Mas todas as conquistas confirmam um protagonismo que a duras penas as mulheres assumiram desde meados da Segunda Guerra Mundial.

Os anos 2000 alçaram as mulheres ao topo e, muitas, que já ocupavam cargos de liderança, passaram a se destacar no mercado de trabalho, garantindo um espaço que tem sido conquistado com muita dedicação. Essas transformações demonstram a força feminina de modificar pré-conceitos para conquistar direitos iguais.

O empreendedorismo é mais uma vertente da aspiração feminina, que pela necessidade e desejo de sucesso, tem crescido entre esse público. As iniciativas realizadas por mulheres compõem, atualmente, uma grande parcela do empreendedorismo no Brasil. São profissionais das mais variadas áreas que se lançam no mercado pela vontade de conquistar mais espaço, assumindo o protagonismo da própria carreira. De acordo com levantamento feito pela Global Entrepreneurship Monitor, o Brasil é o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras, entre 49 países pesquisados. São 24 milhões de brasileiras a frente do próprio negócio. Esse número expressivo reforça o interesse das mulheres na busca por uma nova fonte de renda ou de adquirir a independência financeira.

Essa escalada das mulheres no empreendedorismo é cercada de benefícios, não só para elas, mas para toda sociedade. É inegável que a inserção feminina nos negócios criam novas perspectivas, ampliam a diversidade e se tornam inclusivas. Esse movimento ajuda a transformar a realidade das empresas garantindo novas visões de mercado. Fora isso, com as mulheres no comando do próprio negócio, seja qual for, é uma fonte de vantagem competitiva, pois há uma habilidade maior para enfrentar as situações, sem contar outros aspectos inerentes ao sexo que por anos foram vistos como “desvantagem”, mas que se mostrou totalmente necessário.

Apesar desse crescimento no empreendedorismo feminino, ainda há dificuldades no mercado que acabam evidenciando que as diferenças não foram totalmente superadas. Ainda hoje, a mulher precisa demonstrar sua força de vontade e batalhar o dobro para conquistar o próprio espaço. O preconceito, infelizmente, ainda existe. De acordo com o Instituto Rede Mulher Empreendedora, as empresárias têm acesso a um valor médio de empréstimo menor que o valor liberado aos homens e, mesmo assim, pagam taxas de juros maiores. São diferenças que o mercado precisa extirpar.

O empreendedorismo feminino é um importante meio de transformação social, por isso, é necessário discuti-lo para ampliar sua visibilidade reafirmando o espaço da mulher na sociedade, para que outras mulheres possam descobrir essa atividade e, assim, consigam transformar a realidade de quem vive ao seu redor.

FONTE: SANDRA TURCHI

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  • Sandra R. Turchi
    Sandra R. Turchi

    É sócia-fundadora da Digitalents, empresa de Consultoria, Treinamentos e Talentos (hunting, coaching e outsourcing) focada no universo digital. Administradora de empresas formada pela FEA-USP, pós-graduada pela FGV-EAESP e MBA pela Business School SP e Toronto University. Também cursou empreendedorismo na Babson College. Foi executiva de marketing por mais de 20 anos nos setores de Varejo, Financeiro, Educacional e de Serviços em empresas como Lojas Arapuã, Grupo Zogbi, Finasa-Bradesco, FGV, Associação Comercial de SP e Boa Vista Serviços. Eleita um dos professores de marketing mais influentes nas mídias sociais no mundo pela revista SM Magazine. Leciona nos MBAs em Marketing Digital da FGV, FIA, Saint Paul, entre outras instituições. Coordenadora dos cursos de extensão em Marketing Digital e Mídias Sociais na ESPM-SP desde 2008. Articulista de diversos veículos, como revistas e portais, no Brasil e na Europa.