26 de maio de 2020

Por que investir no exterior?

por Juliano Pinheiro

Nos últimos meses, nossa moeda tem sofrido forte desvalorização perante o dólar. Com isso, investidores têm buscado alternativas para aplicarem seus recursos em ativos ou produtos que possibilitem proteção contra esta desvalorização. Além disso, também buscam oportunidades de ganhos superiores ao tradicional CDI – Certificado de Depósito Interbancário. Como garantir esses benefícios ao investir no exterior?

O primeiro passo para a compreensão desses ativos ou produtos é o entendimento dos diversos tipos (conceitos) de dólar utilizados e suas aplicações no mercado brasileiro.

Por que investir no exterior?

Por que investir no exterior?

 
As principais razões que levam alguém a investir no exterior são:

1. Aproveitar oportunidades globais:

 
O leque de oportunidades para investir no exterior é demasiado grande para ser ignorado na alocação de recursos de uma carteira. Afinal, apesar do Brasil ser uma das maiores economias do mundo, seu PIB representa uma pequena parcela do PIB mundial.

Além disso, ao investir em ativos internacionais, é possível selecionar os países que apresentam as melhores perspectivas de crescimento econômico e boa estabilidade política, diversificando a exposição ao cenário local.

Outro fato importante é a possibilidade de investir em empresas de setores que não estão disponíveis no mercado local, bem como nas melhores empresas do mundo.

2. Acumular patrimônio em moeda forte

 
Investir no exterior é a melhor forma de preservar o poder de compra internacionalmente e ainda obter rendimentos em moeda forte.

A boa gestão de recursos deve sempre levar em consideração os riscos de desvalorização da nossa moeda e seus impactos sobre nossa cesta de consumo. As famílias de alta renda, por exemplo, têm parte significativa atrelada ao dólar.

Outro aspecto a considerar é a manutenção do equilíbrio entre ativos e passivos que podem estar vinculados a moedas fortes.

3. Proteger e diversificar a carteira

 
Uma carteira de investimento 100% alocada em ativos locais apresenta um alto risco de concentração que dificulta a gestão do risco. Quando há piora no cenário conjuntural no país, todos os ativos da carteira tendem a ser afetados negativamente e ao mesmo tempo. Portanto, quanto mais diversificada é a carteira, menos volátil e arriscada ela será.

O número de brasileiros que opta por investir no exterior ainda é muito baixo. Uma explicação para isso é que, durante os anos 80, essa prática não era permitida e muitas pessoas ainda acreditam que é ilegal nos dias de hoje. Porém, é importante destacar que a possibilidade de investir fora do país é um direito assegurado pela Constituição Federal.

As formas de investimento no exterior mais usuais são:

Abertura de uma conta corrente ou conta de investimento no exterior e o consequente contrato de câmbio e remessa dos recursos para fora do país: Essa modalidade direta é muito utilizada por famílias que possuem alto patrimônio e que utilizam grandes instituições financeiras. Porém apresentam custos de abertura e manutenção que inviabilizam investimentos de valores menores.

Veículos ou instrumentos legalmente registrados no Brasil: A legislação brasileira tem avançado nos últimos anos permitindo que brasileiros possam ter maior exposição de sua carteira em investimentos internacionais. Apesar de menos conhecida, essa modalidade permite o investimento de valores menores.

Se a decisão for realizar investimentos diretamente no exterior, alguns cuidados devem ser tomados para evitar surpresas desagradáveis:

Por que investir no exterior?

Se a decisão for utilizar os Veículos registrados no Brasil, os principais veículos disponíveis são: Fundos de Investimentos, Fundo de Ações BDR, ETFs e COEs. As principais características dessa modalidade são:

➔ Segurança em função da regulação e supervisão do órgão regulador no Brasil, a CVM.
➔ Processo simples e sem burocracias.
➔ Aplicações e resgates em reais.
➔ Investidor não precisa fazer operações de câmbio nem informar ao BC os ativos mantidos no exterior.
➔ Tributação exclusiva definitiva na fonte (segundo tabela regressiva por prazo de aplicação ou alíquota única no resgate), no caso de fundos de investimentos.

Por fim, cabe lembrar que existem riscos relacionados ao investimentos no exterior como:

➔ possibilidade de valorização do real frente a outras moedas,
➔ exposição a instabilidades globais e requisitos legais, regulatórios e tributários relativos aos países onde os ativos estão domiciliados ou negociados.

Agora que você se informou e pode investir no exterior com mais segurança, continue se informando sobre o futuro do mercado financeiro para fazer escolhas mais vantajosas e bem embasadas.

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  • Juliano Pinheiro
    Juliano Pinheiro

    Juliano Lima Pinheiro É Doutor e Mestre em investimentos e mercado de capitais, professor e palestrante. Ao longo de mais de 30 anos de uma trajetória profissional abrangente, Juliano Pinheiro passou pela vivência prática como executivo em instituições financeiras e gestoras de investimento, como conselheiro em instituições representativas de mercado como Anbima e Apimec, e também pela área de ensino e pesquisa acadêmica atuando em cursos de MBA, doutorado, mestrado e graduação do Ibmec, FDC, PUC e UFMG. De 2007 a 2018, montou e foi o Diretor de Gestão da Fiere Investimentos, uma Gestora de Recursos, gerindo fundos de investimento e administrando carteiras para clientes. Detentor da Medalha Economista Paulo Camilo de Oliveira Pena em 2013, Juliano é referência na área de Mercado Financeiro e Mercado de Capitais. Atualmente é Vice Presidente Executivo do IBEF-MG, leciona na UFMG nos cursos de graduação e pós-graduação do Departamento de Ciências Contábeis e realiza palestras por todo o Brasil.