17 de setembro de 2019

Projeto ágil para implantar a gestão ágil

por Antonio Cesar Amaru Maximiano

Se você pretende implantar a gestão ágil de projetos e, em seguida, disseminar os princípios ágeis na empresa, faça isso por meio de um projeto ágil. É o PROJETO ÁGIL PARA A IMPLANTAÇÃO DO ÁGIL. Esta é uma abordagem sistemática. Não quer usá-la? Sem problema. Go Horse funciona. Ou não.

Projeto ágil para implantar a gestão ágil

 

1 – Defina um projeto com backlog e sprints

Primeiro, saiba quais são as etapas. Leia as nove etapas a seguir. Ao final, volte para este ponto.

2 – Tudo começa com a gestão de pessoas

Sem capacitação de pessoas, não há ágil, nem preditivo, nem nada. Só Go Horse. Comece com a formação de uma equipe. A Equipe Ágil de Implantação do Ágil. Dê um nome para a equipe. Designe os papeis: scrum master, product owner, equipe autogerida. Provisoriamente, indique um gerente para o projeto. Envolva o pessoal da TI nesse projeto. O que eles fazem é terreno fértil do ágil e provavelmente já trabalham nessa linha. ESSE É O PRIMEIRO SPRINT DO SEU PROJETO.

3 – Organização do espaço

Agilidade no mundo dos projetos exige co-locação. Arranje uma sala de guerra para a equipe trabalhar, mesmo que seja em tempo parcial. SEGUNDO SPRINT.

4 – E continua com a gestão de pessoas

Agora, treinamento. Logicamente, autoaprendizagemESSE É O TERCEIRO SPRINT DO SEU PROJETO. Organize um programa de estudos autogeridos, com leituras, estudos de casos e simulações baseadas em problemas reais da empresa. Faça um workshop com colegas de outras empresas, que já tenham usado o ágil. Contrate um especialista experiente como consultor on demand.

5 – Esclareça e dissemine o vocabulário

Uma vez que a equipe já tenha algum domínio dos princípios do ágil, trate de disseminá-los. A maior parte de qualquer processo de aprendizagem é feita do domínio do vocabulário. Entender as palavras é o caminho para dominar os conceitos e ferramentas. User stories, sprints, backlog, burndown chart etc. etc. etc. Crie um agile mindset por meio das palavras, promovendo mobilização dentro da empresa: algo como ADOTE O ÁGIL. Todos precisam “falar o ágil”, como há algum tempo todos aprenderam a “falar qualidade”, “falar lean” e outras “línguas”. QUARTO SPRINT.

6 –  Defina os critérios para o uso do ágil

Ágil não serve para tudo. A performance dos métodos ágeis depende da escolha correta dos projetos para aplica-los. Projetos com diversas entregas, integradas, porém independentes, são ideais. Aliás, o ágil nasceu em projetos com essa configuração. No entanto, os princípios do ágil servem para tudo. No fundo, é gestão enxuta.

7 – Escolha um projeto piloto

Por consenso, especialmente com a direção, escolha um projeto para ser cobaia do ágil. Aplique os critérios da etapa anterior. QUINTO SPRINT.

8 – Construa o backlog

Ouça a voz do cliente e faça uma lista de (a) features de um produto ou (b) entregáveis de um produto. O ágil é uma ferramenta de desenvolvimento de produto. Portanto, a execução do projeto vai entregar produtos – ou artefatos, na linguagem do ágil.

9 – Defina os sprints projeto piloto

Autoexplicativo.

10 – Execute o projeto e avalie os resultados

Autoexplicativo.

11 – Opa. São 11 princípios

Agora, volte à etapa 1 e monte o backlog de seu projeto, com o planejamento dos Sprints. Percebeu? É um plano dentro de outro. Dúvidas?

12 – OPA OPA, OPA,  são 12 – não abandone a Bíblia

A Bíblia dos métodos preditivos, o PMBOK, continua viva e passando bem. Trate o preditivo como guarda-chuva do Ágil. O preditivo é o projeto. O ágil é o produto.

Fonte: Linkedin

 

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  • Antonio Cesar Amaru Maximiano
    Antonio Cesar Amaru Maximiano

    É professor e pesquisador do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. É também Coordenador de Programas e Projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA). Administração Geral, Administração de Projetos, Qualidade Total e Recursos Humanos são suas áreas de atuação no ensino e na pesquisa.