4 de setembro de 2019

Resenha: Antropologia: Uma Introdução

por GEN.N&G

No livro Antropologia: Uma Introdução, Marina de Andrade Marconi e Zelia Maria Neves Presotto apresentam as três mais importantes correntes atuais da área: Antropologia da globalização, Antropologia das redes sociais e Antropologia feminista.

Com uma cobertura abrangente dos principais conceitos, origens e desenvolvimento da disciplina, Antropologia – Uma Introdução traz o conteúdo essencial para a compreensão da rica diversidade sociopolítica e cultural brasileira e da evolução da humanidade em suas dimensões até os dias de hoje.

Por que ler Antropologia – Uma Introdução?

 
Não há dúvidas de que a cultura e as pessoas estejam em movimento permanente e constante mudança. Dessa maneira, as estruturas sociais se estendem no espaço de tal forma que, a partir de apenas um ponto de vista local, obtém-se somente uma imagem incompleta do cotidiano das pessoas.

Uma das consequências desse processo é que a cultura, as relações sociais e as instituições se alteram profundamente com o surgimento de novas formas de comunicação que estão vinculadas às tecnologias digitais.

Resenha: Antropologia: Uma Introdução

Sendo assim, além de analisar os temas mais comuns atualmente da Antropologia, este livro abrange os seguintes assuntos: cultura e sociedade; organização econômica e política; religião; cultura material e imaterial; artes; culturas negras no Brasil; cultura indígena; e Antropologia no século XXI.

Confira o prefácio à 8ª edição:

 
Esta 8ª edição de Antropologia – Uma Introdução confirma a sua posição de desta-que como texto de estudo no Brasil. Apresenta uma cobertura abrangente de conceitos fundamentais, origem e desenvolvimento dessa ciência, absolutamente necessários para compreender a riquíssima diversidade sociopolítica e cultural brasileira.

O conteúdo apresentado nos ajuda no entendimento da importância da Antropologia para compreendermos nossa evolução e nosso cotidiano; a entender as mudanças culturais e, por último, a nos fornecer um importante histórico das perspectivas teóricas e metodológicas que permitam enquadrar esses entendimentos em um trabalho que contribua para o desenvolvimento social.

Em geral, o texto ajuda o leitor a compreender a importância da cultura material e imaterial dos brasileiros, particularmente, dos indígenas e dos afrodescendentes, de influência crucial para o Brasil de hoje: a vida dos grupos, sua economia, suas políticas, suas vidas partilhadas, suas culturas etc.No entanto, nas últimas décadas, a situação social do mundo tem mudado fundamentalmente. Estamos vivendo uma profunda crise social, econômica e cultural, produzida pela incapacidade dos paradigmas vigentes de responder às necessidades e aspirações de grande parte da população mundial.

Hoje em dia, as tecnologias da informação e da comunicação vêm configurando novos modos de produção de saber, modificando, inevitavelmente, objetos e sujeitos de estudo. O pesquisador deve compreender e aceitar a mudança de seu sujeito-objeto de estudo. Isso não acontece com a disciplina antropológica.

No início, o sujeito-objeto de estudo da Antropologia foi o exótico, o distante e o outro diferente.Nas últimas décadas, a Antropologia tem sido duramente criticada pela sua visão conservadora da cultura e da sociedade. Hoje em dia, a mudança não é mais vista como um problema teórico ou metodológico, mas como uma propriedade inerente da vida social. A maioria dos autores centram suas críticas nos aspectos metodológicos da Antropologia. Em tempos de trens-bala, aviões a jato, internet, comunicação virtual, empresas transnacionais, TVs a cabo etc., torna-se particularmente evidente que a cultura e as pessoas estão em movimento permanente, e as estruturas sociais se estendem no espaço de tal forma que, a partir de um ponto de vista local, só se pode obter uma imagem incompleta do cotidiano das pessoas.

Uma das consequências desse processo é que a cultura, as relações sociais e as instituições se alteraram profundamente com o surgimento de novas formas de comunicação vinculadas às tecnologias digitais. Tais transformações impactaram o modo como fazemos ciência. É necessária uma nova Antropologia que procure responder à seguinte pergunta: em que consiste a natureza do local como experiência vivida num mundo globalizado e desterritorializado?

Assim, considerando a urgência de um texto que contribua para uma Antropologia do século XXI, propõe-se a presente atualização, além de uma revisão do texto apresentar três das mais importantes correntes atuais que procuram responder às críticas acima menciona-das: Antropologia da globalização; Antropologia das redes sociais; Antropologia feminista.

Procuremos e alcancemos um degrau mais alto, onde, apesar de nossas capacidades individuais e concepções do mundo, os antropólogos se juntem, aprendam uns com os outros, e trabalhem solidariamente com outras ciências, para enfrentar os problemas mundiais.

Roberto Jarry Richardson

Sobre as autoras

 
Marina Marconi

Graduada em História, Pedagogia, Estudos Sociais e Educação Artística. Doutora em Ciências (Antropologia) pela Faculdade de História, Direito e Serviço Social de Franca da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Professora, lecionou por 16 anos na Unesp de Franca nos cursos de História e Serviço Social. Coautora de Sociologia geral, Fundamentos de metodologia científica, Metodologia científica, Metodologia do trabalho científico e Técnicas de pesquisa, publicados pelo GEN | Atlas.

Zelia Maria Presotto

Graduada em Geografia e História. Doutora em Ciências (Antropologia) pela Faculdade de História, Direito e Serviço Social de Franca da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ex-professora de Etnologia e Etnografia Geral e do Brasil em cursos de graduação e pós-graduação da Unesp. Autora de artigos publicados em revistas especializadas.

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