4 de setembro de 2020

Resenha: Cartas aos Estudantes de Contabilidade

por Sérgio de Iudícibus

Se a Contabilidade viesse com manual de instruções, seria este. Por meio de cartas, Sérgio de Iudícibus, Eliseu Martins e José Carlos Marion transmitem conselhos e dicas que auxiliam estudantes da área a tomarem as melhores decisões e serem bem-sucedidos. Voltado não só para alunos, mas também para profissionais que necessitam de atualização constante, Cartas aos Estudantes de Contabilidade traz acesso às histórias de vida de três dos maiores nomes da Contabilidade no Brasil e às trajetórias que os conduziram a essa área, de forma a ensinar e emocionar ao mesmo tempo!

Prefácio 1 do livro Cartas aos Estudantes de Contabilidade

 

Cartas do Prof. Sérgio de Iudícibus

 
Prof. Iudícibus nos brinda com trechos marcantes de sua trajetória pessoal e acadêmica. Começa nos transportando no tempo, para quando, ainda criança, imigrou da Itália para o Brasil com a família, todos com os corações cheios de esperança por chegar a um país hospitaleiro e repleto de oportunidades; e nos surpreende revelando que o bacharelado em Ciências Contábeis – área na qual foi e é um dos maiores expoentes científicos – não estava em seus planos e sonhos originais de profissão futura.

Alerta para a enorme contribuição que uma sólida cultura geral oferece para uma consistente prática do exercício profissional dos bacharéis em Contabilidade – registra que saber comunicar-se bem, por escrito ou oralmente, está na raiz do sucesso profissional de um bom contador.
Registra com satisfação indisfarçável a aceitação para ser professor-assistente da cátedra de Contabilidade Geral e Pública, e isso, como depõe o Prof. Sérgio, é o fundamento para a “Revolução” no ensino da Contabilidade no Brasil, gestado na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

Tal “revolução”, mais facilmente dita do que colocada em prática, levaria a mudar o foco do ensino da Contabilidade – até então prevalecia no Brasil o conceito do ensino baseado nas metodologias e enfoques oriundos das escolas alemã, italiana e francesa, e vislumbraram esses
pioneiros que o enfoque norte-americano era muito mais didático e eficaz.

Relembra que essa “revolução” no ensino da Contabilidade na FEA-USP não foi solitária da área contábil: nos cursos de Economia algo semelhante ocorria, bem como uma maior aproximação do ensino de Ciências Contábeis com o ensino de Ciências Econômicas, parcialmente marginalizando a até então grande dependência da Contabilidade de temas de Direito. A criação do curso de doutorado em Ciências Contábeis na FEA-USP, o primeiro do País, foi vital para evidenciar a oportunidade e a urgência em se investir em pesquisa de alto nível em nossa área, e vários acadêmicos na época se ocuparam tanto em aprofundar o campo de estudo da Contabilidade Decisorial ou Gerencial (voltada para “dentro” da empresa) quanto daquela vertente que mirava o usuário externo, com particular ênfase em métodos de corretamente capturar, nos relatórios contábeis, aquilo que era o maior dos problemas de comunicação corporativa da época – os efeitos da inflação nos negócios.

Registra o Prof. Iudícibus que, na pesquisa contábil, há méritos tanto do normativismo quanto do positivismo ao diagnosticar, bem definir e caminhar para proposição de soluções aos complexos desafios que o nosso campo de conhecimento nos traz. Lembra-nos ainda de que, ao longo de sua jornada como acadêmico, chegou a lecionar, como professor visitante, em uma das mais afamadas universidades dos Estados Unidos. Ousa apontar questões que merecem análise e iniciativas para melhorar o ensino da Contabilidade no Brasil, citando, de modo exemplificar, a alta das disciplinas de cultura geral, de métodos quantitativos e da área de sistemas de informação.

E conclui, de forma assertiva, mostrando a importância e a oportunidade de nos esmerarmos em aperfeiçoar os cursos de Ciências Contábeis para que os bacharéis sejam efetivos protagonistas dos processos de tomada de decisões, tanto nas empresas quanto em atividades no setor público.

Resenha: Cartas aos Estudantes de Contabilidade

Cartas do Prof. Eliseu Martins

 
Eliseu enfatiza que, como disciplina eminentemente utilitária no campo do conhecimento humano, é imprescindível aos bacharéis de Ciências Contábeis sempre buscar aliar a teoria à prática – uma não sobrevive sem a outra. Reconhece, com coragem e sinceridade, dois dos grandes “inimigos” da boa prática contábil: (i) a informalidade predominante no nosso meio empresarial; e (ii) a inflação, que deturpa, distorce os relatórios que produzimos e que, se não tratada com metodologias apropriadas, torna tais relatórios verdadeiras unidades de “desinformação” contábil.

Eliseu lembra ainda que, ao longo de décadas, em praticamente todas as regiões do mundo, a Contabilidade era vista como “assunto nacional”; vale dizer, legislações locais buscavam dar parâmetros e regras de registro e relato contábil. Com a crescente globalização das últimas décadas, empresas de muitos países se defrontaram com os desafios de (i) atuar fora de seus países de origem e (ii) observar desempenho de concorrentes para conviver com eles ou combatê-los na busca de clientes e resultados. Esses desafios, nas décadas mais recentes, conduziram os acadêmicos, os preparadores de demonstrações financeiras, os analistas de tais demonstrações e os reguladores governamentais a buscarem alguns pontos de consenso entre as práticas contábeis, até então exclusivamente “nacionais”: e aí nasceu, e vem crescendo, como enfatiza Eliseu, o espaço de uma “contabilidade internacional”, supranacional e com conceitos e práticas de utilidade generalizada independentemente de fronteiras.

Eliseu não se exime de tocar em dois pontos extremamente sensíveis para o sucesso da boa prática contábil empresarial: a qualidade de boas notas explicativas às demonstrações financeiras e a qualidade de bons (bem informativos) relatórios de auditores independentes. Notas explicativas, conquanto práticas que já contam com algumas décadas no Brasil, ainda sofrem de críticas – muitas das quais merecidas. Por vezes, são tão extensas quanto inócuas no sentido de bem informar. E relatórios de auditores são, em alguns casos, exageradamente genéricos em alertar para descumprimento de práticas contábeis consagradas, e como auditores são, em essência, contadores, há espaço para aperfeiçoarem seus trabalhos e sua comunicação com os usuários de seus serviços.

E, por fim, eu nunca conseguiria resumir com mais felicidade quem é o verdadeiro destinatário da informação contábil do que o próprio Eliseu o fez nesta afirmativa:

Tudo isso para melhor atingirmos o “Rei” da informação contábil que não é o professor de Contabilidade, o normatizador, o auditor, o contador etc. É o nosso usuário, interno à entidade (gestores) ou externo (credores, investidores, empregados, clientes, fisco, fornecedores e sociedade em geral). O Usuário é que é a razão de ser da Contabilidade.

Resenha: Cartas aos Estudantes de Contabilidade

Cartas do Prof. José Carlos Marion

 
Marion começa, brilhantemente, por relembrar discussões conduzidas fora do ambiente contábil em que profissionais de outras especialidades reconhecem que Contabilidade (junto da Administração) é a profissão do futuro por tratar de questões atuais como globalização, fusões, privatizações, contratos internacionais e outros temas que requerem sensibilidade econômica. Lembra-nos de que Contabilidade é gênero, do qual são espécies, dentre outras: Contabilidade Societária ou Financeira, Contabilidade Gerencial, Contabilidade de Custos, Contabilidade Pública, Contabilidade Tributária, por exemplo, cada qual com suas particularidades.

Marion disserta extensamente sobre a imperativa necessidade de os bacharéis em Contabilidade serem íntimos dos desafios de Tecnologia da
Informação, aliada poderosa do nosso desempenho profissional. Relata pesquisa acadêmica feita com orientado de pós-graduação, incursionando sobre alguns itens em que o ensino da Contabilidade ainda é carente: Português, Lógica e Inglês, e áreas de conhecimento que merecem aprofundamento em nossos cursos de bacharelado, como Métodos Quantitativos, Administração, Economia, Direito e Tecnologia.

Ousa apresentar sete “conselhos para ser um profissional bem-sucedido”, que merecem reflexão por todos os estudantes de Ciências Contábeis; relembra que os empregadores, quem recruta bacharéis, têm demonstrado dar preferência a “especialistas” (vide as “espécies” citadas) do que a “generalistas”, que entendem de tudo, mas apenas um pouco…

Marion nos introduz a um intrigante conceito: o da “Contabilidade Mental”, que incursiona sobre reações do ser humano, do profissional,
quando constata ter tomado decisões incorretas – e alerta para a hipótese de um coaching contábil. Revisita tema antigo, mas sempre presente: o ativo como principal foco do estudo e da prática da Contabilidade, item do qual tudo o mais depende: passivos são “ativos negativos”, e patrimônio líquido são “ativos residuais”.

Estuda registro, mensuração e relato das variações da riqueza. As “Cartas” deste livro são insuperável fonte de motivação, ensinamento
e orientação para os estudantes de Contabilidade se inspirarem e construírem suas carreiras e seus futuros profissionais.

Resenha: Cartas aos Estudantes de Contabilidade

Nelson Carvalho
Departamento de Contabilidade e Atuária
Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira
FEA-USP – Capital
Junho de 2020

Prefácio 2 do livro Cartas aos Estudantes de Contabilidade

 

Ao ser convidado para escrever este prefácio, recebi um material primoroso, desenvolvido por três pessoas que, além de fazerem parte de
minha história de vida, também o foram de praticamente todos os profissionais que têm requerido bom conhecimento contábil. O texto deve ser avaliado pela imensa dimensão técnica e humana dos autores que estão dividindo uma enorme sabedoria com todos nós.

Este material, inédito em nosso meio, poderá direcionar melhor os interessados em Contabilidade, assim como esclarecer inúmeras mentes que desconhecem o que significa esta área tão nobre. Na verdade, a Contabilidade faz parte de nossas vidas desde o momento em que somos concebidos e nossos pais começam a estimar suas despesas com maternidade, fraldas, depois escola, universidade e casamento, tendo
em vista os fluxos de benefícios futuros que serão obtidos. Outro fato muito importante é que, na prática, há pessoas que julgam ter pleno conhecimento do que seja Contabilidade. Quando nos deparamos com os alunos que ingressam no curso de graduação, a menos que tenham
parentes e amigos nesse setor, eles pouco sabem a respeito da grande abrangência da área. Com a maior compreensão, começa um ciclo em direção à realização profissional e pessoal.

Além disso, a Contabilidade vivencia mudanças constantes com grande avanço tecnológico e crescente estruturação dos sistemas digitais. Em paralelo, seus profissionais têm cada dia maior responsabilidade no processo decisório das empresas, uma vez que necessitam efetuar escolhas complexas a cada momento, nunca negligenciando a ética.

Todo esse quadro nos leva a observar que na Contabilidade precisamos de grande preparo, e este livro vai contribuir muito nesse processo. A procura pelo conhecimento deve iniciar logo que possível, levando em consideração o estudo de língua estrangeira e o domínio da tecnologia para abranger todos os métodos de utilização da internet, bem como incluir compreensão de psicologia comportamental e inteligência emocional para melhor se adequar às equipes multiprofissionais.

Em decorrência das inúmeras necessidades de crescimento constante, surge cada vez mais o interesse de os alunos permanecerem estudando após a graduação nos cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado, muitas vezes ministrando aulas em paralelo a suas vidas empresariais. Em virtude desse cenário, tem-se a grande necessidade de um livro como este, dedicado tanto a pessoas já ligadas à Contabilidade quanto àquelas que terão a grande oportunidade de ter esse contato.

Este mundo maravilhoso, ainda pouco conhecido de forma mais subjetiva, deve ser divulgado. Neste livro, três dos maiores profissionais nos oferecem, por meio de cartas, um grande aprendizado, ao relatar suas experiências que fazem parte da História e do desenvolvimento deste tão importante mundo: a Contabilidade.

Como tratamos de uma Ciência Social, a abordagem de cada um dos três é diversa, apesar de possuir um ponto em comum: foram escolhidos pela Contabilidade.

“A direção para a qual nos voltamos está diretamente ligada ao nosso lugar de destino.” (Kubose)

Em seu trabalho junto a esta grande instituição, os autores deste livro foram fundamentais para a mudança e o atual posicionamento da Contabilidade no Brasil. A evolução da Contabilidade nas últimas cinco décadas foi marcante. Os autores constituem a “alma matter” da entidade por eles estruturada e dirigida muitas vezes, que é o Departamento de Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (USP), que se expandiu e floresceu por meio da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI). Esta entidade revolucionou a Contabilidade brasileira. Mesmo aqueles que não estudaram de forma direta na USP foram impactados pelas centenas de doutores e mestres em Contabilidade formados na USP e que atuam no Brasil inteiro. Esses profissionais passaram então a transmitir continuamente o conhecimento adquirido com seus professores, formando novos discípulos que multiplicam os conhecimentos, a grandeza e a importância da Contabilidade.

A relação de publicações de livros, incluindo o clássico Manual de contabilidade das Sociedades por Ações, teses, dissertações, a Revista de Contabilidade & Finanças, os anais do Congresso USP formam um arcabouço fundamental da literatura contábil brasileira. Há um enorme
contingente de alunos que têm sido bem-sucedidos tanto em empresas, em entidades governamentais, quanto no mundo acadêmico, onde multiplicam o seu saber.

Por meio das cartas do Professor Sérgio de Iudícibus, viajamos à Itália, seu país de origem, bem como da base da Contabilidade de Paccioli, que divulgou o maravilhoso método das partidas dobradas. Apesar da carga hereditária, que apontava o caminho da escola italiana, o Professor Sérgio veio para longe, por sorte de todos nós. Quem conhece o Professor Sérgio sabe que, por meio de cada uma de suas histórias, existe o universo de quem realmente conhece a vida e desenvolveu a raiz da Contabilidade no mundo e no Brasil de forma profunda. Sempre se dedicou ao ensino, e seu conhecimento até hoje é multiplicado em suas aulas, orientações e palestras. O Professor Sérgio de Iudícibus é a grande referência conceitual da profissão. A sua atuação vem desde a década de 1960, com suas teses abordando o grande problema do reconhecimento da flutuação de preços pela Contabilidade e com sua contribuição para a construção da linha de livros que revolucionou o ensino da Contabilidade brasileira.

Foi o coordenador do livro Contabilidade introdutória, que a partir de 1969 trouxe a modernidade da Contabilidade para o País. Sua obra Teoria da contabilidade, de 1978, foi pioneira no campo conceitual e abriu o caminho para o texto da primeira estrutura conceitual da Contabilidade no Brasil aprovada pelo Ibracon e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e aplicada a partir de 1986. Este texto, escrito há mais de quatro décadas, possui uma qualidade indiscutível comparado com os documentos equivalentes atuais. O Professor Sérgio é sempre um semeador de grandes ideias, por exemplo, a aplicação dos métodos quantitativos na Contabilidade e a abertura para a abordagem positiva por meio do livro coordenado com o Professor Alexsandro Broedel Lopes e os alunos da turma de doutorado na USP em 2004.

Falar do Professor Eliseu Martins me deixa sem adjetivos suficientes, e até hoje agradeço como o destino foi bondoso. Ao ingressar na FEA-USP, vindo do Rio de Janeiro, e também por ambos sermos mineiros, logo me identifiquei com o Professor Eliseu, que se tornou então meu “guru”. Também tivemos a sorte de ver o destino levá-lo pelas mãos para a Contabilidade e para nossas vidas e carreiras. Seu desempenho como professor e defensor da Contabilidade no País, atuando em importantes entidades (p. ex., CVM e Bacen) e ativamente na internacionalização das normas contábeis, constituem apenas exemplos de sua grande atuação. Além disso, é responsável por inúmeras publicações, como artigos, entrevistas, livros, e coordena o boletim Temática Contábil da IOB, publicação marcante na evolução da Contabilidade brasileira entre as décadas de 1980 e 2010.

Sempre pronto a debater com todos, consegue transmitir de forma simples até mesmo itens que são complexos. Destarte, por meio de suas cartas, entrelaça sua vida profissional e acadêmica, bem como a evolução e a prática da Contabilidade. Coloca aspectos que todos gostariam de debater como as notas explicativas, os efeitos da Covid-19 e o parecer dos auditores. O Professor Eliseu, além do excelente conhecimento teórico, teve a capacidade de atuar brilhantemente nas entidades governamentais reguladoras, evidenciando a importância de se seguir sempre o fundamento técnico. Atuou desde a década de 1970 na aplicação prática dos métodos de reconhecimento contábil da inflação,
tornando didática a determinação legal da Lei no 6.404, que era muito difícil de ser entendida.

Em 1985, foi diretor da CVM e teve importante atuação para consolidar a aplicação da legislação, emitindo pronunciamentos e deliberações de grande importância. Teve atuação direta no processo de convergência internacional, representando o Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1980. Nos anos 2000, podemos afirmar que foi o “fiador”, ao lado do professor Nelson Carvalho, do processo de implantação das International Financial Reporting Standards (IFRS) no Brasil. Foi o elaborador/construtor da diretriz que fez o Brasil aplicar as IFRS nas próprias Demonstrações Individuais, o que elevou a Contabilidade brasileira a um dos maiores níveis em termos mundiais. O Professor é sempre ouvido pelas autoridades governamentais e tributárias quando da implantação de um novo projeto e traz respeito e prestígio à Contabilidade.

O Professor Marion, grande amigo pessoal e de carreira, é na verdade uma pessoa que só tem qualidades. Foi meu colega de mestrado da USP em 1978, quando muito me ajudou a me situar na grande e complexa cidade de São Paulo e, desde então, apesar de nossas vidas correrem em duas cidades diferentes, sempre nos sentimos próximos. O Professor Marion destacou-se no campo prático, abordando temas contábeis profissionais de forma pioneira nas áreas pecuária e agrícola, setores tão importantes para o Brasil e sobre os quais não havia aprofundamento na Contabilidade. Escreveu livros que foram a base para o crescimento dessa atividade. Excelente professor, foi fundamental para o aprimoramento da educação contábil, aperfeiçoando centenas de professores e apoiando a estruturação de diversas instituições de ensino por meio de um apoio sistemático.

O seu livro Contabilidade empresarial, lançado em 1980, que já está na 18a edição, o que demonstra seu êxito, constitui um livro referência para os estudantes brasileiros nas diversas áreas de ensino. Realizou várias parcerias com muitos outros professores de diversas escolas, escrevendo obras de grande valor. Foi visiting scholar na Universidade de Kansas e escreveu um texto sobre o ensino da “Contabilidade nos Estados Unidos” no saudoso Caderno de Estudos, muito importante para que diversos professores tivessem uma visão mais ampla do assunto e fossem, inclusive, para os Estados Unidos em intercâmbio. Um excelente orador, efetua palestras motivantes e com certeza contribuiu para a decisão de muitos seguirem a carreira contábil no Brasil.

Um de seus textos neste livro abre o horizonte de quem está em dúvida sobre qual área da Contabilidade seguir, se deve ingressar nessa graduação, se reciclar ou mudar seu centro de atuação. Discute sobre os setores de atuação e a necessidade de aprendizagem da Contabilidade, tornando tudo de fácil compreensão em suas palestras, artigos e inúmeros livros.

Cheguei a lembrar do telefonema de minha neta de nove anos toda feliz dizendo que a escola estava ensinando Contabilidade, pois ela estava resolvendo problemas para apurar lucro e prejuízo de uma loja. Como coloca o Prof. Marion, devemos sempre passar conceitos que serão utilizados para melhorar as finanças de indivíduos, empresas e do País. Seu texto, que aborda a denominada Contabilidade Mental, pode contribuir muito para a vida de todos os leitores.

“Eu sempre soube que, no fim, tomaria esta estrada Embora ontem, eu não soubesse que seria hoje.” (Narihira)

Portanto, todos os que tiverem acesso a este livro perceberão a generosidade dos três professores ao apresentar temas de tamanha utilidade. Esta obra com certeza direcionará os novos profissionais e será muito útil para a Contabilidade, para o Brasil e para a humanidade.

Natan Szuster
Pós-doutorado pela Universidade de Illinois (EUA)
Doutor e mestre em Ciências Contábeis pela FEA-USP
Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Junho de 2020

Sumário da obra

 
Parte 1 – Cartas do Professor Sérgio de Iudícibus

Carta 1 | O improvável início: 1949-1962
Carta 2 | Revolução do ensino de Contabilidade no Brasil
Carta 3 | Um pouco de história da Contabilidade a partir de 1964
Carta 4 | Teoria da Contabilidade: a teoria, na prática, é a teoria!
Carta 5 | Importância da pesquisa na vida profissional (não apenas para professores)
Carta 6 | Desafios e oportunidades para o futuro

Parte 2 – Cartas do Professor Eliseu Martins

Carta 1 | Por que me tornei um contador/professor (ou o inverso)?
Carta 2 | O que é melhor: a prática ou a teoria?
Carta 3 | Vocês sabem quem são os dois inimigos mortais da Contabilidade?
Carta 4 | Dominando melhor o segundo inimigo mortal da Contabilidade
Carta 5 | Como nasceu a Contabilidade?
Carta 6 | Como a Contabilidade evoluiu e por que nasceu o processo de convergência internacional das normas contábeis?
Carta 7 | Como está a Contabilidade hoje?
Carta 8 | A experiência de um contador na CVM e no Banco Central
Carta 9 | A importância das notas explicativas da auditoria

Parte 3 – Cartas do Professor José Carlos Marion

Carta 1 | Contabilidade, uma profissão fascinante
Carta 2 | Faça da Tecnologia sua parceira
Carta 3 | Alguns desafios para o sucesso profissional do Estudante de Contabilidade
Carta 4 | Sete conselhos para você ser um profissional bem-sucedido
Carta 5 | Contabilidade Mental
Carta 6 | Alguns exemplos de Contabilidade Mental (Coaching Contábil?)
Carta 7 | Parte I: como ensinar Contabilidade para crianças (leigos) – Ativo e Passivo
Carta 8 | Parte II: como ensinar Contabilidade para crianças (e leigos) – Receita e Despesa
Carta 9 | Carreira acadêmica: ser professor e pesquisador
Carta 10 | Busque sabedoria

Sobre os autores de Cartas aos Estudantes de Contabilidade

 
Sérgio de Iudícibus

É professor titular aposentado do Departamento de Contabilidade e Atuária da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), professor do Mestrado em Ciências Contábeis e Financeiras da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e membro do Conselho Curador da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI). Foi visiting professor na University of Kansas, Kansas, EUA. Coordenador e coautor de dezenas de livros de Contabilidade publicados pelo GEN | Atlas.

Eliseu Martins

É professor emérito das Faculdades de Economia, Administração e Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP, campi São Paulo e Ribeirão Preto), cofundador da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI), parecerista na área contábil, ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ex-diretor do Banco Central. Autor, coautor e organizador de diversos livros publicados pelo GEN | Atlas, entre os quais: Análise didática das demonstrações contábeis, Manual de contabilidade societária, Contabilidade de custos, Contabilidade de custos: livro de exercícios, Métodos de custeio comparados, Teoria da contabilidade: uma nova abordagem, Contabilidade introdutória e Avaliação de empresas: da mensuração contábil à econômica.

José Carlos Marion

É mestre, doutor e livre-docente em Contabilidade pela Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP). É professor e pesquisador do Mestrado em Contabilidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e visiting professor na Florida Christian University, Orlando, Flórida, EUA. Autor de 29 livros na área contábil, a maioria publicada pelo GEN | Atlas.

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  • Sérgio de Iudícibus
    Sérgio de Iudícibus

    É professor titular aposentado (Emérito) do Departamento de Contabilidade e Atuária da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/ USP). Atualmente, é professor do Mestrado em Ciências Contábeis e Financeiras da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e membro do Conselho Curador da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI). Foi Visiting Professor da Universidade de Kansas, nos EUA, quando, em 1986, ministrou, no Mestrado dessa instituição, as disciplinas Contabilidade Gerencial e Seminários de Teoria da Correção Monetária Contábil. Associou seu nome a uma importante etapa da evolução da Contabilidade no Brasil, quando, em 1962, juntamente com outros pioneiros, iniciou a mudança do ensino e da pesquisa em Contabilidade, lançando as bases de uma linha de pensamentos mais voltada para as necessidades do usuário da informação contábil. Exerceu, em várias gestões, a Chefia do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP, bem como foi seu Diretor entre 1979 e 1983. Também exerceu a função de Diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil.