18 de março de 2020

Resenha: Recursos Humanos – O Capital Humano das Organizações

por Idalberto Chiavenato

As novas tendências para uma boa gestão de recursos humanos. Com o avanço da era digital, há um desafio para a área de RH: equilibrar e debater novos caminhos para as organizações, sem deixar de lado todas as variações de personalidade dos seres humanos.

Por meio de uma linguagem didática, Recursos Humanos – O Capital Humano das Organizações apresenta como a área deve ser contingencial e situacional, sensível aos diferentes fatores que envolvem as organizações e as pessoas e às características do contexto ambiental, do negócio da empresa e de sua missão e visão, além de destacar a importância de observar o conjunto e a totalidade.

Para trazer praticidade ao conteúdo abordado, esta 11ª edição dá acesso à Sala de Aula Virtual do professor Chiavenato, uma ferramenta que reúne diversos objetos educacionais, como vídeos do autor, textos para reflexão e casos para discussão, além de quizzes e um glossário interativo.

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Por que ler Recursos Humanos?

 

Com a transformação digital, as pessoas já não são consideradas recursos apáticos e passivos da administração, mas parceiros analistas e proativos. Elas constituem o capital humano que agrega valor incomensurável à organização e à inteligência do negócio e contribuem com as competências indispensáveis à competitividade e à sustentabilidade da empresa.

Resenha: Recursos Humanos - O Capital Humano das Organizações

Prefácio do livro

 

O tradicional conceito de RH – e que ainda é praticado em muitas organizações e empresas no mundo todo – é um produto típico da Era Industrial, quando as organizações e empresas eram consideradas conjuntos integrados e coordenados de recursos (financeiros, materiais, tecnológicos e até humanos) reunidos para alcançar objetivos organizacionais impossíveis de serem alcançados de maneira individualizada e isolada.

Na verdade, esse conceito é consequência de uma época em que as organizações eram consideradas entidades concretas e físicas, organizadas como verdadeiros blocos de construção e de maneira mecanística. Assim, até as pessoas eram tratadas como recursos – os recursos humanos –, tal como os demais recursos organizacionais eram tratados de maneira uniforme e padronizada, a fim de que se ajustassem às demandas e aos requisitos da organização.

Isso já se foi há muito tempo, mas a denominação ainda perdura e permanece como uma espécie de marca registrada da área. A partir da Era da Informação, o conceito de Recursos Humanos mudou radicalmente. Hoje, na Era Digital, as pessoas não são mais consideradas meros recursos inertes, sujeitos estáticos e passivos da administração, mas parceiros ativos e proativos do negócio.

Elas são a alma, o sangue, a inteligência e o dinamismo do negócio e contribuem com as competências básicas
da organização indispensáveis à sua competitividade e sustentabilidade. Decidimos adotar ainda a denominação RH por mera questão de marca e de identidade, mas insistimos que as pessoas não são recursos, e sim gente como a gente, seres humanos que ultrapassam de longe as estreitas limitações dessa antiga denominação. Elas constituem
o capital humano que agrega um valor incomensurável à organização e à inteligência do negócio.

Contudo, não há organização sem pessoas. E também não há empresa sem pessoas. As organizações não funcionam sem pessoas e as pessoas não vivem sem as organizações. Vivemos em uma sociedade de organizações na qual pessoas e organizações convivem em um contexto que é, a cada dia, diferente, mutável e desafiador. Cada organização tem as suas características próprias, enquanto a variabilidade humana é infinita e prodigiosa. Por todas essas razões, lidamos com uma área extremamente contingencial e situacional.

A área de RH é sensível aos diferentes fatores que envolvem as organizações e as pessoas. Ela depende da mentalidade e da cultura que predominam nas organizações, e também da estrutura organizacional adotada e do estilo de gestão que os executivos utilizam, além das características do contexto ambiental, do negócio da organização, da sua missão e visão, das suas competências e de um sem-número de outras variáveis importantes.

Tudo isso deve ser levado em conta quando se trata de RH. O importante é ter uma visão abrangente e sistêmica de todas essas variáveis que se inter-relacionam intimamente. A visão do conjunto e da totalidade é indispensável ao estudo e à apreciação desse maravilhoso e formidável mundo que é o RH.

Vale a pena pensar em uma nova denominação para ele, capaz de melhor traduzir o seu fascinante significado.
Afinal, lidar com os nossos semelhantes em nossas organizações é um enorme privilégio, e agradecemos a Deus por essa sublime oportunidade.

Idalberto Chiavenato

Veja uma amostra de páginas do livro Recursos Humanos

Idalberto Chiavenato | Recursos Humanos

Sobre o autor

 

Idalberto Chiavenato

É Doutor e Mestre em Administração pela City University Los Angeles (Califórnia, EUA), especialista em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), graduado em Filosofia e Pedagogia, com especialização em Psicologia Educacional, pela Universidade de São Paulo (USP), e em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Professor honorário de várias universidades do exterior e renomado palestrante ao redor do mundo, foi professor da FGV EAESP. Fundador e presidente do Instituto Chiavenato, ocupa a cadeira imortal nº 48 da Academia Brasileira de Ciências da Administração. Conselheiro e vice-presidente de Assuntos Acadêmicos do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP).

Autor de 48 livros nas áreas de Administração, Recursos Humanos, Estratégia Organizacional e Comportamento Organizacional publicados no Brasil e no exterior. Recebeu três títulos de Doutor Honoris Causa por universidades latino-americanas e a Comenda de Recursos Humanos pela ABRH-Nacional.

 

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  • Idalberto Chiavenato
    Idalberto Chiavenato

    Idalberto Chiavenato é Doutor (PhD) e Mestre (MBA) em Administração pela City University of Los Angeles-CA, EUA, especialista em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, graduado em Filosofia/Pedagogia, com especialização em Psicologia Educacional pela USP e em Direito pela Universidade Mackenzie. É professor honorário de várias universidades do exterior e renomado palestrante ao redor do mundo. É autor de mais de 30 livros das áreas de Administração, Recursos Humanos, Estratégia Organizacional, Comportamento Organizacional publicados no Brasil e no exterior. É fundador e presidente do Instituto Chiavenato, conselheiro do CRA-SP e membro vitalício da Academia Brasileira de Ciências da Administração onde ocupa a cadeira nº 47. Recebeu dois títulos de Doutor Honoris Causa por universidades latino-americanas e a Comenda de Recursos Humanos pela ABRH-Nacional.