15 de janeiro de 2019

Tendências e desafios da gestão de pessoas para 2019

por GEN.N&G

Se você está em busca das tendências e desafios da gestão de pessoas para 2019, fique atento às dicas do livro Gestão de Pessoas:

Tendências e desafios da gestão de pessoas para 2019

 
Estudos sobre a gestão de pessoas necessitam dar respostas a transformações na organização do trabalho e nas demandas sobre as pessoas. Essas alterações terão influência sobre o perfil de pessoas que podem agregar valor para os negócios e para os intentos estratégicos das
organizações contemporâneas. Vamos analisar algumas linhas de estudo necessárias para um futuro próximo, com o objetivo de estimular nossos estudantes e leitores a reflexões e pesquisas nessa direção.

Papéis na Gestão de Pessoas

 
O protagonismo das pessoas durante o seu desenvolvimento e a gestão de temas relevantes para sua vida são objetos de discussão, mas a realidade das organizações é de inibir esse comportamento. Para viabilizar o estímulo e dar suporte a um comportamento protagonista por parte das pessoas, há necessidade de rever as políticas e práticas de gestão de pessoas.

Acreditamos que uma investigação importante para o futuro próximo inclua a percepção de ajustes no comportamento da organização e de suas lideranças para patrocinar o protagonismo das pessoas. Em trabalhos preliminares, pudemos observar que, quando a pessoa é estimulada a assumir maior protagonismo na organização, isso se reflete em todas as dimensões de sua vida. Por essa razão, o tema tende a ganhar relevância nos próximos anos.

Impacto da Tecnologia nos Processos de Comunicação Interpessoal e na Organização

 
Outra discussão que ganha relevância é o uso das tecnologias de comunicação. Observamos crescimento exponencial de aplicativos dedicados à gestão de pessoas, os quais já motivam transformações em serviços oferecidos para as organizações e para as pessoas.

Os aplicativos, atualmente, estão mais voltados a processos de captação de pessoas, de orientação profissional e de opções de desenvolvimento. Acreditamos que em breve surgirão aplicativos para monitorar as oportunidades de mercado, avaliar o nível de valorização da pessoa pela organização frente ao mercado, a qualidade de benefícios e serviços oferecidos pela organização etc.

Distribuição do Trabalho entre Pessoas e Computadores

 
A chegada da computação cognitiva e da inteligência artificial já é uma realidade no Brasil. Em todas as experiências acompanhadas pela nossa equipe, sempre houve a necessidade de profissionais especializados nos trabalhos desenvolvidos pelos computadores.

Máquinas utilizadas para diagnóstico médico, por exemplo, interagem com médicos que utilizam as informações oferecidas como base para o seu diagnóstico. Acreditamos que, nessa fase inicial da absorção da tecnologia, não é possível prescindir de profissionais especializados que farão uma simbiose com os equipamentos, chamados por alguns estudiosos de centauros, referência à figura mitológica de um ser metade homem e metade cavalo.

Saiba a importância da diversidade nas organizações

Foto: Istock/Getty Images

Quais serão as relações possíveis entre os especialistas e os computadores? Como o trabalho passa a ser organizado com a chegada da computação cognitiva? Qual será a reação das pessoas a essa nova tecnologia? Quais serão os níveis de resistência à nova tecnologia? Estas são algumas questões que podem orientar futuros estudos sobre a temática.

Papel do Estado e das Organizações nos Processos de Transição de Carreira Profissional

 
Países do norte europeu, como Suécia, Finlândia e Noruega, desenvolveram estímulos e condições sociais para os cidadãos efetuarem transições de carreira ao longo de suas vidas. Nesses países, um especialista em agronomia que não perceba oportunidade no mercado ou não tenha mais ligação emocional com o que faz pode realizar sua formação em análise financeira e iniciar sua carreira no mercado financeiro.

Os ciclos de carreira estão mais curtos e as organizações associadas a ações do Estado podem encaminhar a solução para essa situação. Observamos o desaparecimento de profissões, tais como: jornalistas de texto para a mídia impressa, cobradores em transporte público, motoristas de táxi e etc.

Como a sociedade civil e o Estado podem encaminhar esse movimento do mercado? As pessoas estão vivendo mais e, ao se aposentarem formalmente, é provável que buscarão um novo tipo de inserção no mercado de trabalho. Essas questões podem orientar estudos sobre transições na carreira e papéis das organizações, sociedade civil e Estado no encaminhamento desses processos.

Disponibilidade de Tempo das Pessoas para o Trabalho

 
As pessoas estão preocupadas com o equilíbrio entre o trabalho e outras dimensões de sua vida, como família, saúde, religião, amigos etc. Ao mesmo tempo, são estimuladas a permanecerem ligadas ao seu trabalho 24 horas por dia. Esse contraste tem sido objeto de discussão; observamos pessoas que não se importam de permanecerem disponíveis o tempo todo e outras que se sentem invadidas pela organização.

Quando uma mãe está amamentando seu filho e participando de uma reunião por telefone, qual é o papel preponderante? Como isso pode ser analisado a partir das diferenças de valores e personalidade das pessoas? Existem diferenças marcantes nas atitudes em função de faixa etária, gênero, classe econômica ou nível de instrução? Essas são questões que podem orientar pesquisas ou reflexões sobre o tema.

Discussões sobre as Fronteiras Organizacionais

 
Há pressão para que as organizações busquem novas formas de colaboração a fim de ganhar competitividade, Le Boulaire e Retour (2008) descrevem uma experiência com diversas organizações de tecnologia francesas que se reuniram para juntar forças e combater a competição
internacional. Apesar de serem empresas concorrentes, ao reunirem suas competências se tornaram mais fortes. Não foi um processo fácil, porque tinham história de competição acirrada e estavam em um processo de entregar, uma para a outra, informações críticas sobre seus produtos e processos produtivos.

Os profissionais envolvidos nesse processo estavam envolvidos na construção de algo maior e que transcendia as fronteiras de suas organizações. Experiências colaborativas como a descrita por Le Boulaire e Retour (2008) são mais frequentes.

Acompanhamos outro tipo de colaboração, em uma empresa mineradora brasileira que tem entre seus acionistas uma organização australiana. Havia necessidade de desenvolver um profissional e os dirigentes da empresa australiana que atuavam no conselho de administração viram uma oportunidade de levar esse profissional para trabalhar na Austrália durante dois anos e depois retornar para a empresa brasileira.

A colaboração entre organizações torna suas fronteiras mais fluidas e podem criar oportunidades inusitadas para as pessoas. Em que medida as parcerias e a colaboração entre organizações podem criar novas alternativas de desenvolvimento e carreira para as pessoas? Nesses casos, como se definem os compromissos e lealdades das pessoas com suas organizações? Essas questões estarão presentes nos horizontes das organizações e das pessoas em um futuro próximo.

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